Saúde

Investigadores testam fórmula para travar Parkinson

21 mar 2019 00:00

Chave pode estar nas proteínas do cérebro.

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Eliminar ou reduzir os aglomerados proteicos encontrados no cérebro de doentes de Parkinson pode ser a chave para travar a progressão da doença. A afirmação é de Tiago Outeiro, investigador português que lidera um grupo de trabalho na Universidade de Medicina de Goettingen, Alemanha, que alerta, contudo, para este ser um passo importante, mas ainda não a garantia de que os resultados serão eficazes.

"Podemos dizer que se esta estratégia funcionar vai permitir estar mais perto de travar a progressão da doença de Parkinson", adianta ao JORNAL DE LEIRIA, ao explicar que a identificação de aglomerados proteicos no cérebro por Lewy deu um passo importante na investigação desta doença.

“Desde então, tem-se estudado com base nestas informações e surgiu a hipótese de os aglomerados proteicos no cérebro poderem ser a causa do problema de Parkinson. Assim, se os reduzirmos ou eliminarmos poderemos travar a progressão da doença”, sublinha.

Segundo o investigador, depois de muito trabalho desenvolvido em laboratório há agora “ferramentas para interferir com estes aglomerados proteicos”. “Podemos testar as hipóteses: será que ao retirar os aglomerados funciona? Se virmos que ao remover vamos travar o progresso da doença.”

No entanto, se esta solução não resultar, Tiago Outeiro considera que será também um passo muito relevante na investigação, uma vez que irá eliminar a hipótese e levar os cientistas a procurar outros caminhos.

Uma das estratégias para remover ou diminuir esta acumulação de aglomerados proteicos do cérebro dos doentes, é “interferir neste processo, através da utilização de anticorpos”, ou seja, o sistema imunitário das pessoas, embora possam ser produzidos em laboratório.

Tiago Outeiro acrescenta que outra estratégia que está a ser seguida é a "redução da produção destas proteínas que depois formam os aglomerados".

O investigador explica: “pense-se na acumulação de lixo que fazemos e que procuramos limpar ou reciclar. O que se pretende realizar com esta estratégia é reduzir a acumulação do ‘lixo’ proteico no cérebro, evitando a formaç&ati

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