Viver

Historiador defende museu das Invasões Francesas

9 fev 2018 00:00

Saul António Gomes apresentou o seu mais recente livro: "A Região de Leiria e as Invasões Francesas"

Jacinto Silva Duro

"Leiria perdeu muito com as Invasões Napoleónicas. Jamais conseguiremos recuperar a centralidade da região no campo da arte sacra e do património que foi perdido, no século XIX. Hoje, a região poderia ser muito diferente em termos de riqueza histórica artística e patrimonial.”

Com estas palavras, o investigador Saul António Gomes sumarizou uma parte importante da acção negativa que as tropas de Napoleão tiveram entre nós. O investigador apresentou no Celeiro da Fundação da Caixa de Crédito Agrícola de Leiria, no sábado, o seu livro A Região de Leiria e as Invasões Francesas, edição do Cepae Centro do Património da Estremadura, e aproveitou a ocasião para lançar um desafio: por que não musealizar ou criar roteiros das Invasões Francesas.

Assumindo a dificuldade de criar museus sobre episódios negativos da história, o autor referiu que este assunto, cujas consequências foram determinantes para a História de Portugal, tem potencial para captar visitantes estrangeiros a Portugal.

A título comparativo, lembrou os turistas de origem judaica que têm procurado o CDIL, antiga Igreja da Misericórdia, em Leiria, embora o local represente um dos episódios mais negros da perseguição do povo judeu.

“As Invasões Napoleónicas não definem nem França, nem os novos princípios que levou ao  

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