Sociedade
Greve geral fechou 35 escolas no distrito
Na Valorlis, a linha de triagem esteve parada algumas horas
A greve geral, desta quarta-feira, levou ao encerramento de 35 escolas no distrito, entre as quais, a EB2,3 Guilherme Stephens e Secundária Calazans Duarte, ambas na Marinha Grande, e a EB 2,3 D. Dinis, em Leiria.
Segundo dados da União de Sindicatos do Distrito de Leiria (USDL), disponíveis à hora de fecho desta edição, a paralisação obrigou também ao adiamento de perto de 90% das consultas no hospital de Leiria. Nesta unidade de saúde, houve ainda blocos operatórios fechados, com excepção de três, que funcionaram para casos de doentes oncológicos.
Segundo Rafael Henriques, do Sindicato dos Médicos da Zona Centro, e de acordo com dados recolhidos até ao meio-dia, no Hospital de Santo André a adesão à greve foi de 70% no bloco operatório, 85% na cirurgia e 95% na pediatria. Na área das consultas hospitalares registou-se uma adesão de 60%.
Já em Peniche, o centro de saúde de Atouguia da Baleia não abriu portas, enquanto no hospital da cidade se registou uma adesão de 100% dos enfermeiros à greve. No tecido empresarial da região, a greve teve impacto em várias empresas.
De acordo com Carlos Marques, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas, durante a manhã desta quarta-feira, eram 150 os trabalhadores que se reuniam em protesto à frente da GLN Advanced Solutions, na Barosa.
Nesta fábrica do concelho de Leiria, a adesão à greve era então de 95%, contabilizava Carlos Marques. Além do pacote laboral, os trabalhadores contestavam mudanças nos horários. Já no concelho da Marinha Grande, a Plastivaloire registava, nessa altura, uma adesão à greve na ordem dos “40% a 50%”. Neste concelho, a USDL tinha informação de que a paralisação afectou também a Galvidro (80%), a Santos Barosa (60%) e Böllinghaus Steel (60%), entre outras unidades.
Na Valorlis, empresa responsável pela recolha e tratamento de resíduos em vários concelhos da região, a adesão à greve de cerca de 20 trabalhadores levou à paragem da linha de triagem durante algumas horas, adiantou ao JORNAL DE LEIRIA fonte da delegação de Leiria do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional.
Segundo esta organização, o balcão de atendimento do Município de Leiria na Loja do Cidadão e nos Paços do concelho também encerrou devido à greve, com “uma adesão de 100%”.
Ainda com os dados da adesão à greve em aberto, Mariana Rocha, coordenadora da USDL, faz um balanço “muito positivo”, considerando que os números “demonstram bem a disponibilidade dos trabalhadores para lutar” e que o Governo “não tem alternativa a não ser a de colocar o pacote laboral na gaveta de onde nunca devia ter saído”.