Sociedade

Greve encerra Escola José Saraiva

18 nov 2019 10:05

S.TO.P - Sindicato de todos os professores reivindica melhores condições e mais funcionários

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Sindicato reclama mais funcionários para garantir segurança dos alunos
DR

A Escola Básica 2,3 José Saraiva, do Agrupamento de Escolas Domingos Sequeira, em Leiria, está encerrada.

“Segundo os profissionais desta escola, há pelo menos 20 anos que a escola não fechada devido a uma greve. A adesão foi brutal”, adiantou André Pestana, coordenador do S.TO.P - Sindicato de Todos os Professores, que reclama mais funcionários e um subsídio de deslocação para docentes.

O dirigente explicou que a adesão deve-se à falta de funcionários nesta escola, que “põe em causa a segurança dos alunos”.

“Nesta escola são 19 funcionários para 923 alunos. O rácio é de 48,5 assistentes operacionais, muito mais do dobro daquilo que o ministro da Educação anda a dizer. Convidamo-lo a vir ao país real e ver o que se passa”, desafiou André Pestana.

O coordenador do S.TO.P lamentou ainda que haja professores que façam diariamente 170 quilómetros. “Temos uma colega que é da Figueira da Foz e todos os dias vem aqui dar aulas [escola José Saraiva] e não tem o horário completa. Ganhar cerca de 700 euros e gasta 200 de combustível, além do desgaste do carro”, constata. “Muitas vezes já não compensa ser professor e depois há falta de docentes em várias escolas.”

Por isso, André Pestana desafia o governo a “dar um subsídio de alojamento e deslocação aos professores que estão deslocados, à semelhança do que sucede com os deputados na Assembleia da República”.

A falta de funcionários “leva à exaustão dos que estão de serviço” e surgem as “questões de violência”.

“Esta não é uma escola muito problemática, mas há um sentimento de impunidade. Disseram-nos que era frequente não haver um único funcionário no recreio nesta escola”, denunciou ainda.

André Pestana sublinhou que o S.TO.P “quer valorizar todos os profissionais de educação” e tem a solidaridade de todos, inclusive de pais. “Não há uma luta de professores contra os pais. Se os docentes não estiverem bem desmotivam e são as crianças que saem prejudicadas”, rematou.

 

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