Economia

Greve dos estivadores causa revolta junto dos empresários

28 abr 2016 00:00

Paralisação é considerada "abuso de poder"

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Daniela Franco Sousa

Mal se anunciaram novas paralisações nos portos não tardaram a ouvir-se vozes de empresários contra o que apelidam ser um “abuso de poder” por parte dos estivadores. As repetidas greves da classe põem em risco as exportações e a competitividade de todo o País, alegam empresários da região dos mais diversos sectores.

Depois do primeiro pré-aviso, que dava conta da “abstenção à prestação do trabalho incidente sobre cargas ou navios" de 20 de Abril a 5 de Maio, o Sindicato do Estivadores promete agora prolongar a greve até 12 de Maio. No seu blogue, o sindicato anuncia pré-aviso de greve para os portos de Lisboa e da Figueira da Foz, com reflexos no porto de Setúbal. Entre as razões para a greve ao trabalho suplementar apontam “a utilização que empresas de estiva, e outras, vêm intentando fazer de trabalhadores portuários, e não portuários, em acções de formação promovidas para habilitar profissionalmente outra mão-de-obra desnecessária ao sector, tendo por fim a ocupação concorrencial ulterior desta mão-de-obra”.

Quem se diz prejudicado com este braço de ferro são os empresários. Armando Torres Paulo, presidente da Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha, considera esta paragem “um abuso de poder de uma classe sobre o País”. Frisa que nesta época do ano, do total de exportações de pera rocha, cerca de 60% segue para o Brasil, via marítima.

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