Sociedade

Férias: alegria dos mais novos, dor de cabeça para os pais

31 mai 2018 00:00

Férias é uma alegria para os jovens, mas, por vezes, uma dor de cabeça para os pais, que têm de encontrar uma solução para preencher os cerca de dois meses e meio de pausa lectiva dos filhos.

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As férias são momentos relaxantes, que devem ser aproveitadas para retemperar forças e aproveitar para fazer o que mais se gosta. É unânime para jovens e para adultos que a pausa no ano lectivo ou no trabalho deve ser usufruída de modo a tirar partido de tudo aquilo que a correria do dia-a-dia e os compromissos em catadupa impedem de concretizar.

A verdade é que as férias escolares de Verão são extensas e quando chega o final de mais um ano lectivo começam as dores de cabeça para os pais, que têm de encontrar um local para deixar os filhos em segurança e com o tempo ocupado, de preferência, de forma construtiva.

Dificilmente algum pai/mãe conseguirá tirar o período de férias de dois meses e meio, até porque a maioria dos trabalhadores por conta de outrem tem direito a apenas 22 dias úteis. Talvez esta nem fosse a solução ideal, porque poderiam ser dias intensos entre pais e filhos sem direito a descanso uns dos outros.

Aliás, como referiu o psicólogo José Morgado ao Observador, o tempo em família é fundamental, mas os exageros devem ser evitados: “nem pais a menos nem pais a mais”.

Admitindo que as férias são momentos que permitem que os pais compensem alguma ausência ao longo do ano, devido aos afazeres laborais, o psicólogo e docente no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) adverte, contudo, que “se um pai se sente culpado por ter pouco tempo para a criança, pode aproveitar as férias para interagir mais com o miúdo, mas não pode ser tudo na vida dele”.

Para o psicólogo, as crianças são autónomas e, tal como os adultos, precisam de espaço próprio, por isso, “se os pais forem muito insistentes, os miúdos vão abominar passar férias com eles”.

Mas com o fim das aulas – entre 15 e 22 de Junho para os jovens que não têm exames – muitos pais defrontam- -se com o eterno problema: o que fazer com os filhos? Ficar em casa (quando têm idade que o permita) pode não ser a melhor solução, porque muitas vezes limitam-se à televisão ou computador e até acabam por se aborrecer poucos dias depois. Avós ou familiares e amigos nem sempre estão disponíveis para dar uma ‘mãozinha’, pelo menos durante os cerca de dois meses e meio que duram as férias escolares.

Para ocupar todo este período a solução parece passar por pagar programas de férias, conciliando com a disponibilidade dos avós e das férias dos pais. A verdade é que na maioria dos casos, as férias são sinónimo de mais gastos para o agregado familiar, mesmo tendo o apoio familiar por perto.

É o caso de Dora Silva, mãe de uma menina de 10 anos. Durante o período lectivo a família consegue gerir os horários e ir buscá-la assim que termina as aulas sem necessidade de frequentar o ATL. No entanto, quando chegam as férias são precisas outras soluções. “Como o centro social de Regueira de Pontes começou a dar resposta às crianças, ela costuma ficar no ATL e até tem actividades interessantes, algumas ligadas aos idosos”, conta.

 

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