Sociedade

Ex-director do Mosteiro de Alcobaça não vai a julgamento

15 nov 2019 15:23

Tribunal não pronuncia Rui Rasquilho na suspeita de roubo de peça do Mosteiro.

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Rui Rasquilho foi acusado pelo Ministério Público em Julho
Ricardo Graça

O ex-director do Mosteiro de Alcobaça, Rui Rasquilho, não vai ser julgado no processo em que era acusado de se ter apropriado de uma peça de escultura do Mosteiro de Alcobaça, em 2005.

Em Julho deste ano, o Ministério Público deduziu acusação contra Rui Rasquilho pela prática do crime de peculato.

No entanto, o historiador pediu a abertura de instrução do processo , para evitar ir a julgamento, tendo o tribunal decidido pela sua não pronúncia.

Segundo uma nota da página da Procuradoria da Comarca de Leiria, divulgada em Julho, o arguido estava acusado de, entre 28 de Junho de 2005 e 31 de Julho de 2008, "enquanto exerceu o cargo de director do Mosteiro de Alcobaça e aproveitando-se dessa função, se ter apoderado de uma peça de escultura que reproduz a roda da vida, do escultor António Augusto da Costa Motta, denominada “rosácea do túmulo de D. Pedro”, a qual tem elevado interesse histórico e pertence ao Estado português".

Na nota divulgada, o MP acrescenta que a "escultura foi apreendida a 30 de Janeiro de 2019, na residência de uma terceira pessoa, a quem o arguido tinha pedido que a guardasse".

O inquérito foi dirigido pelo MP da 1.ª secção das Caldas da Rainha do DIAP de Leiria, com a coadjuvação da Polícia Judiciária de Leiria.

Contactado pelo JORNAL DE LEIRIA, Rui Rasquilho confirma apenas que não foi pronunciado e remete esclarecimentos para mais tarde.

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