Sociedade

Enfermeira de Leiria lidera equipa no hospital universitário de Cambridge

15 fev 2020 12:00

Carolina Relvas Britton coordena também projecto para criar mestrado em enfermagem.

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Em Inglaterra, onde está há dez anos, Carolina Relvas Britton encontrou a valorização profissional que procurava
DR
Maria Anabela Silva

Saiu de Portugal em 2010, num momento em que a crise começava a agudizar-se. Mas, mais do que as motivações económicas, foi a procura de valorização profissional que fez Carolina Relvas Britton a rumar a Inglaterra. Uma década depois, o objectivo está conseguido. Actualmente, lidera uma equipa de formação de enfermeiros de cuidados perioperatórios no Hospital Universitário de Cambridge, um dos maiores do Reino Unido, e coordena um projecto para 'desenhar' e lançar um mestrado de enfermagem perioperatória, em colaboração com uma universidade inglesa.

No hospital de Cambridge, Carolina Relvas Britton, de 38 anos, é, juntamente com outros dois chefes de enfermagem, responsável por cerca de 650 profissionais num bloco operatório de 37 salas, que “faz qualquer coisa como 40 mil cirurgias por ano”. Além disso, tem ainda uma equipa directa, constituída por sete pessoas - “passarão a 11 este Verão” - dedicada apenas à formação interna.

Em conversa, via email, com o JORNAL DE LEIRIA, que, por coincidência, ocorreu no dia em que o Reino Unido saiu oficialmente da União Europeia, Carolina Relvas Britton recordou os anos de trabalho no Hospital de Santa Marta, em Lisboa, onde diz ter construído as suas “bases profissionais”, inspirada por médicos e enfermeiros “do mais alto calibre”, um profissionalismo que, ainda hoje, à distância, continua a ser para si “ponto de referência”.

A enfermeira conta que, nessa época, final da primeira década de 2000, “avizinhavam-se já grandes bloqueios na progressão para enfermeiros jovens” que, como ela, tinham “sede de crescer e evoluir” e que, “pacientemente, esperavam a oportunidade para a especialização ou mestrado”. Entretanto, “a crise instalou- se, a hipoteca da casa aumentou, o salário continuava congelado ano após ano… Estava na altura de me mexer”.

Chegada a Inglaterra – Royal Brompton & Harefield NHS Foundation Trust –, integrou, de imediato, um bloco de cirurgia cardíaca adulta e pediátrico, à semelhança do que fazia em Santa Marta.“Foi-me reconhecido muito valor. Fui rapidamente convidada a participar em missões internacionais com o cirurgião cardíaco sir Magdi Yacoub e estimulada a avançar a minha carreira para o papel de surgical care practitoner”, recorda a enfermeira.

Nessa fase, e enquanto fazia

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