Opinião

Doutores e Engenheiros

29 mar 2018 00:00

Quem detém uma licenciatura não apenas tem tido mais facilidade em encontrar emprego como também tem sido melhor remunerado.

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O recente escândalo, em torno da “saloíce” do ex. Secretário-Geral do PSD que quis fazer-se passar por visiting Scholar em Berkeley, trouxe a lume o debate sobre os títulos académicos. Na verdade, cada vez menos pessoas acreditam neles. Além disso, torna-se cada vez mais evidente que as relações próximas do poder trazem mais benefícios do que qualquer título académico.

O próprio poder central e autárquico é constituído, cada vez mais, por pessoas de qualidade duvidosa, embora seja justo referir que existem, felizmente, honrosas exceções. Basta analisarmos o (des)nível de grande parte dos atuais deputados comparativamente à imensa qualidade daqueles que aprovaram a Constituição de 1976.

Mário Soares, António Arnault, António Barreto, Sophia de Mello Breyner (PS), Sá Carneiro, Mota Pinto, Marcelo Rebelo de Sousa, Vasco Graça Moura (PSD), Álvaro Cunhal, Vital Moreira (PCP), Adelino Amaro da Costa, Freitas do Amaral (CDS), são apenas alguns dos nomes da enorme fileira de notáveis deputados da constituinte.

“Alunos e famílias não acreditam que estudar compense” era, precisamente, o título de uma notícia recente no jornal “Público” que tinha por base um estudo encomendado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Verifica-se esta expetativa negativa, não obstante ser evidente que a realidade tem sido bem diferente do que é percecionado, já que quem detém uma licenciatura não apenas tem tido mais facilidade em encontrar emprego como também tem sido melhor remunerado.

Os números da OCDE publicados no Education at a Glance em 2017, não deixam margem para dúvidas e evidenciam que, em Portugal, o salário de um licenciado é, em média, 69%. supe

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