Sociedade

Demolições assustam moradores de Água de Madeiros e Vale Furado

19 set 2019 00:00

Preocupados com a possibilidade de demolição de quase 90 habitações, moradores e proprietários de casas nestas praias de Alcobaça lamentam a falta de informação das entidades oficiais.

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Maria Anabela Silva

“Se nos alagarem a casa, montamos uma tenda no mesmo sítio”. O desabafo é de Maria Cecília e Nelson Ramos, dois dos “sete” moradores permanentes da praia de Vale Furado, onde o recém-aprovado Programa da Orla Costeira (POC) de Alcobaça-Espichel tem identificadas 36 edifícios para demolição. Em Água de Madeiros, há 53 c asas nessas condições, localizadas numa faixa de salvaguarda com cerca de 50 metros de largura.

A informação está a ser recebida por moradores e proprietários de casas nessas duas praias de Alcobaça, com preocupação e críticas às entidades oficiais por “nada dizerem de concreto” sobre o assunto.

Apesar de ainda não terem sido informados “oficialmente” de que a sua casa de férias, localizada no vale mais a Norte da Praia de Vale Furado, Cesário Matos e Marina Ribeiro, já estão mentalizados que, “a haver demolições”, a sua não escapará “pela proximidade ao mar.

“Está dentro da faixa de salvaguarda”, conta Cesário Matos, revelando que, quando compraram a casa, há cerca de 15 anos, já se falava dessa hipótese. “Foi um risco calculado. Tínhamos consciência de que, mais ano menos ano, isso podia acontecer”, admitem, assegurando, contudo, “nunca” ter sentido receio de que o mar venha a “levar a casa”. “Há perto de 30 anos que frequento esta praia e o mar sempre esteve assim. No Inverno chega à barreira, mas nunca se aproximou da casa”, alegam. 

O sentimento de Maria Cecília e de Nelson Ramos é idêntico: estão preocupados com a possibilidade de verem a sua casa - localizada ao lado do restaurante Med e cuja origem tem mais de 100 anos – demolida, mas tranquilos em relação ao avanço do

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