Sociedade

Da Micronésia ao Kilimanjaro e pólo Norte… Outros locais de culto à Senhora de Fátima

20 abr 2017 00:00

Espalhados pelo mundo, existem perto de 270 santuários e mais de 900 igrejas dedicadas a Nossa Senhora de Fátima

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Maria Anabela Silva

Foi na última aparição, a 13 de Outubro de 1917, que, segundo relata a irmã Lúcia nas suas memórias, Nossa Senhora pediu aos três pastorinhos para que fosse erguida uma capela em sua honra junto à azinheira da Cova da Iria.

Dois anos depois, estava concluída a Capelinha das Aparições, que em 1921, seria parcialmente destruída por um atentado bombista, mas que em pouco tempo, ficou totalmente reconstruida.

Desde então, o espaço do Santuário foi sendo edificado em resposta ao significativo afluxo de peregrinos. Fátima tornou-se o coração religioso de Portugal e o culto a Nossa Senhora foi-se propagando além-fronteiras.

De tal maneira, que hoje, entre os milhões de peregrinos que anualmente visitam a Cova da Iria, encontram- -se pessoas vindas das mais variadas partes do globo. No ano passado, os serviços do Santuário registaram visitantes oriundos de quase 100 países.

Para os devotos que não podem vir à Cova da Iria existem espalhados pelos quatro cantos do mundo centenas de santuários, igrejas, capelas e outros locais de culto dedicados a Nossa Senhora de Fátima.

Da Micrónésia, estados federados localizados no Pacífico, passando pelo Kilimanjaro, o ponto mais alto do continente africano, ou pelo Pólo Norte, Blangadesh, Cazaquistão, Madagáscar, Lesoto, República da Maurícia, Myanmar, Martinica ou Paquistão, entre tantos outros pontos, é possível encontrar espaços de culto consagrados a Nossa Senhora.

Só no Brasil existem cerca de 40 santuários dedicados à Virgem de Fátima, entre os quais está o da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Porto Alegre, no Sul do Brasil, que, no próximo dia 13 de Maio, inaugura novas instalações, onde se inclui uma réplica da Capelinha das Aparições. Fundada em 1956, a paróquia viu o seu templo ser elevado à categoria de santuário em 1989, “a pedido da comunidade, na sua maior parte de origem lusitana”, explica o gabinete de imprensa deste santuário.

Desde então, o local acolheu, por três vezes, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que regressará no próximo dia 13, por ocasião da inauguração do novo santuário, que começou a ser construído em 2011, depois de o templo primitivo ter deixado de receber celebrações por “questões e segurança”.

A obra custará cerca de 1,2 milhões de euros (quatro milhões de reais) e contempla também estruturas para “atender” às crianças e jovens da paróquia estudantil que rodeia o santuário, que actualmente envolve perto de “27 mil alunos, dois mil professores e 27 escolas”.

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