Sociedade

Cratera de 20 metros põe a nu degradação da rede de água de São Pedro de Moel

14 dez 2017 00:00

"Estamos a preparar o orçamento para 2018 e é inevitável resolver isto de uma vez."

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Ainda não eram 8 horas da manhã, quando uma conduta de água rebentou em São Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande, no domingo. A enxurrada deitou abaixo o muro de protecção de uma das casas e arrastou alcatrão, pedras e areia, deixando uma das habitações sem qualquer acesso.

Natália Loureiro, moradora em São Pedro, apercebeu- se da ruptura e alertou as autoridades. “Aconteceu tudo muito rápido. Desde o rebentamento até abrir o buraco não passou mais de meia-hora. Foi horrível. Senti mesmo o chão a fugir debaixo dos pés e tive pôr-me em segurança”, conta.

Natália Loureiro ainda avisou os vizinhos e um militar da GNR saltou o muro da casa mais afectada para alertar os seus moradores. “Apesar de vermos uma luz acesa – que depois de apagou – ninguém abriu. Pensámos que fosse uma daquelas luzes de presença, até porque se trata de uma casa de férias”.

Este proprietário encontrava-se a dormir. “Só me apercebi quando me telefonaram”, conta José Monteiro, revelando que as viaturas ficaram na garagem e impossibilitadas de sair. “Quero é que isto fique bem feito, porque a cratera é muito grande e se não for bem tratada daqui a algum tempo a casa pode começar a ruir aos poucos”, sublinhou.

Esta foi a segunda ruptura na rede de abastecimento de São Pedro de Moel em quatro meses. Uma outra sucedeu em Agosto, provocando um aluimento de terra, que soterrou parcialmente uma viatura ligeira.

Carlos Caetano, vice-presidente, garante que é “urgente” fazer “a reparação da rede de águas de São Pedro de Moel, uma necessidade de há muitos anos”.

“Estamos a preparar o orçamento para 2018 e é inevitável resolver isto de uma vez. Estamos também a estudar a forma de reforçar toda esta encosta, que é instável. O vale é muito extenso e tem muitas habitações ao redor. É uma prioridade absoluta fazer uma intervenção de fundo e criar uma barreira protectora, logo a seguir à recuperação desta emergência”, sublinha Carlos Caetano.

O autarca admite que “já havia uma debilidade neste terreno”, constatando que “têm acontecido outras rupturas nesta zona ao longo dos anos e poderá existir uma debilitação do território”. O vice-presidente explica ainda que os trabalhos para resolver a cratera na rua devem durar duas semanas.

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