Economia

Competências e perfil exportador dos moldes atraem investidores

26 out 2017 00:00

Compra. O potencial de desenvolvimento e a dimensão internacional do sector dos moldes estão a levar investidores a adquirir empresas na Marinha Grande. Tendência que poderá continuar.

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Raquel de Sousa Silva

Na semana passada, a Atena, sociedade gestora de private equity, formalizou a aquisição de três empresas de moldes e plásticos na Marinha Grande (E&T, AFR e Tecnifreza). O investimento, cujo montante não foi divulgado, prende-se com o facto de se tratar de um sector que apresenta “um interessante potencial de desenvolvimento, uma vez que possui competências técnicas reconhecidas a nível internacional, e uma dimensão relevante”.

A Atena pretende aproveitar esse potencial e criar “um projecto internacional de referência” com base em Portugal, explicou João Rodrigo Santos, presidente do Conselho de Administração. Para isso, a gestora de private equity(fundos de investimento) tenciona adquirir mais empresas de moldes e plásticos, na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis.

Há muitos anos que a Atena “olha com atenção” para o sector dos moldes, por ser no nosso País “único do ponto de vista das competências” que possui, mas cujas empresas, embora “muito boas”, são ainda, na maioria, “pequenas e familiares” e, por isso, susceptíveis de investimento por parte de sociedades gestoras de private equity.

A empresa explicou também que com aquele investimento no sector dos moldes pretende “contribuir para o seu desenvolvimento e crescente internacionalização, potenciando as competências e vantagens competitivas existentes nesta área em Portugal”.

Aproveitar oportunidades de negócio, agarrar produtos únicos e de qualidade, alargar a actividade ou abrir portas para entrar em novos mercados são algumas das razões que estarão por trás do interesse deste tipo de sociedades e de grupos nacionais e internacionais que investiram em empresas da região. Os seus fundadores, por seu lado, venderam pelas mais diversas razões, entre elas a necessidade de assegurar a continuidade do negócio e de ganhar dimensão.

António Ventura, um dos três sócios da E&T/AFR, explicou precisamente que as dúvidas quanto à sucessão foram um dos motivos que o levaram a vender. Admitiu igualmente “algum cansaço” e reconheceu que o negócio “é bom para todas as partes”.

Para o gestor, que vai continuar com os outros dois ex-sócios a gerir a empresa, no sector dos moldes a dimensão e a capacidade financeira, além do know-how, são essenciais para se ser competitivo. Por isso, admite que mais empresas da região venham a ser vendidas.

Na sua opinião, o sector dos moldes desperta o interesse de potenciais investidores devido à rentabilidade que apresenta e às competências técnicas e tecnológicas que possui.

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