Saúde

Centro Hospitalar de Leiria vence Prémio Inovação NOS 2018

29 Jun 2018 17:06

Hospital foi distinguido pela plataforma de tele-reabilitação.

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Jacinto Silva Duro

O Centro Hospitalar de Leiria recebeu o Prémio Inovação NOS pela sua ideia “revolucionária e criativa” nas soluções SWORD Health, plataforma de tele-reabilitação, na categoria Grandes Empresas e Instituições.

Em nota de imprensa, a NOS refere que o prémio tem como objectivo valorizar o que de melhor se desenvolve em Portugal ao nível da inovação, com impacto económico e de mercado relevante, promovendo e reconhecendo ideias diferenciadoras de produtos, serviços e processos nas empresas made in Portugal.

O Centro Hospitalar de Leiria é o primeiro hospital público do País a utilizar uma plataforma de tele-reabilitação para a patologia osteoarticular crónica do joelho e do ombro, uma solução integrada para reabilitar utentes com uma das patologias crónicas mais comuns, que representa uma das principais causas de dor e incapacidade nos adultos, refere a mesma nota.

O programa inclui exercícios pré-definidos de acordo com a patologia e é efetuado de forma autónoma, no domicílio, seguindo as instruções fornecidas através da plataforma informática. A colocação de sensores permite ao doente ter um feedback relativamente ao cumprimento do plano, assim como a sua monitorização à distância.

O projecto é dinamizado pelo Serviço de Medicina Física e Reabilitação (SMFR) do Centro Hospitalar de Leiria em colaboração com os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) do Pinhal Litoral e Oeste Norte, a SWORD Health, empresa responsável pelo desenvolvimento da plataforma de tele-reabilitação.

Desde o início do mês de Março de 2018, foram incluídos no programa 31 doentes, que realizaram o plano de exercícios definido num regime de cinco a sete dias de tratamento por semana, durante quatro semanas.

Sendo possível acompanhar 30 doentes em simultâneo por mês, estima-se que este programa inovador possa chegar a cerca de 300 doentes durante este ano.

Estes objectivos vão ao encontro das orientações internacionais que evidenciam a importância de abordar estes doentes primeiramente com programas de fisioterapia antes da abordagem cirúrgica.