Economia

Câmaras alargam áreas empresariais para instalação de novos negócios

18 jul 2019 00:00

Várias câmaras da região estão a investir no alargamento das actuais zonas industriais e na criação de novas áreas empresariais para responder à crescente solicitação do tecido empresarial

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Raquel de Sousa Silva

Para permitir a instalação de empresas de sectores de actividade mais diversificados, a Câmara de Porto de Mós tenciona transformar a actual zona industrial da sede de concelho e a de Mira de Aire em Áreas de Localização Empresarial.

Ao mesmo tempo, está a estudar a possibiliade de criar duas novas ALE, na zona da Mendiga e em Alqueidão da Serra, para apoio ao tecido empresarial ligado à fileira da pedra, para “dar resposta à ausência de infra-estruturas para instalação de novas empresas naquelas freguesias”.

“O crescente número de empresas que procuram Porto de Mós para se fixar denuncia a localização estratégica deste território, o que justifica a conversão da actual Zona Industrial de Porto de Mós em Área de Localização Empresarial, alargando o número de lotes disponíveis mas, também, o tipo de empresas que aí se podem instalar”, explicou a Câmara ao JORNAL DE LEIRIA.

A nova ALE integrará um Centro de Negócios, que funcionará como local de apoio às empresas ali instaladas através da disponibilização de vários serviços. Também o projecto de criação de uma FabLab e de uma Incubadora de Empresas “funcionará como incentivo ao surgimento de novos projectos e empresas locais”.

“Porto de Mós é, neste momento, um polo de recrutamento, com muitas empresas a necessitarem de mão-de-obra, nomeadamente especializada, daí a nossa preocupação em ajustar a oferta escolar às necessidades do nosso mercado de trabalho, por exemplo. Acreditamos que para que um território possa crescer, de forma efectiva, há que saber ajustar o sistema à realidade e às necessidades dos seus activos”, adianta a autarquia.

Com a transformação da zona industrial da sede de concelho em ALE serão criados 28 novos lotes para a indústria. A empreitada representa um investimento na ordem dos 3,3 milhões de euros, para o qual a Câmara já tem uma candidatura aprovada. Jorge Vala, presidente do executivo, acredita que até ao fim deste ano a obra será adjudicada.

Também a Câmara da Batalha tem entre as suas prioridades a melhoria das áreas de acolhimento empresarial, nomeadamente com a ampliação da Zona Industrial da Jardoeira e com a criação de uma nova ALE em São Mamede. Viu já aprovada candidatura ao Centro 2020 para o projecto Expansão da Área de Localização Empresarial da Batalha (Jardoeira), que prevê a ampliação a norte e a sul do actual parque, que se traduzirá por mais 34 hectares de área.

“Com esta intervenção, prevê-se a criação de, aproximadamente, 27 novos lotes com vocação para actividades económicas. Aquando da instrução da candidatura, o Município acolheu 18 manifestações de interesse da parte de empresários, atendendo à necessidade de expansão e de instalação de diversas unidades empresariais”, explica a autarquia. “O volume de negócios a gerar estima-se em oito milhões de euros, prevendo-se ainda a criação de cerca de 130 postos de trabalho”.

No que se refere à criação da ALE de São Mamede, o projecto de candidatura encontra-se em fase de apreciação pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e prevê um investimento total de 1,7 milhões de euros, com a criação de 25 novos lotes e outras tantas empresas, numa área total de 40,2 hectares, adianta a Câmara.

Para o presidente do executivo, Paulo Santos, a ampliação das zonas industriais do concelho, estrategicamente localizadas junto dos principais eixos rodoviários, “foi uma opção assumida pelo executivo e que conhecerá, a muito breve prazo, um forte desenvolvimento no incentivo à fixação de novos projectos empresariais, permitindo melhores e renovadas condições para a expansão das empresas já instaladas, bem como para a instalação de novas empresas”.

A zona industrial da Cova das Faias, em Leiria, é composta por 36 lotes, não existindo nenhum disponível. Estão em curso obras de ampliação, com a disponibilização de três novos lotes industriais. Para tal foi transformada parte de uma área do loteamento em três lotes distintos, tendo sido paralelamente promovidas, ao longo do tempo, anexações e separações entre lotes, “de forma a adaptar a ZICOFA às exigências de espaço por parte das empresas”, explica a autarquia.

O investimento total previsto é de cerca de 2,5 milhões de euros, tendo o projecto sido objecto de candidatura a fundos comunitários. “Neste âmbito, foi considerado um valor elegível para comparticipação de 1,6 milhões de euros, sendo que a taxa de comparticipação é de 85%. É de salientar que, tratando-se de uma operação geradora de receitas, foi determinada uma taxa de défice de financiamento de 37,67%, pelo que o Município será comparticipado em cerca de 500 mil euros”.

Com estas medidas, a Câmara pretende, entre outros objectivos, “investir de forma faseada na disponibilização de espaços de acolhimento empresarial onde a procura é evidente, sem negligenciar o seu necessário enquadramento na rede e numa perspectiva integrada de ecossistema de apoio ao desenvolvimento económico”.

Também disponibilizar, a curto prazo, novos lotes industriais na ZICOFA, “uma das áreas de localização empresarial com mais procura no concelho e com uma localização central na óptica das acessibilidades e da proximidade ao tecido industrial existente”.

Ao mesmo tempo, a Câmara da cidade do Lis tenciona “promover espaços de acolhimento empresarial de qualidade”, permitindo que as empresas de Leiria possam expandir os seus negócios e que novas empresas possam vir a localizar-se no concelho, “tirando partido das dinâmicas existentes e da proximidade a um tecido económico forte e que poderá claramente beneficiar de parcerias inter-empresariais numa lógica win-win”.

Quer igualmente “reforçar a região de Leiria como uma das regiões industriais mais competitivas a nível nacional e ibérico e uma porta de entrada intercontinental”.
Quanto à criação de um parque industrial em Monte Redondo, encontra-se em desenvolvimento o processo de avaliação ambiental.

Em simultâneo decorrem os procedimentos para a aquisição das parcelas de terreno englobadas no parque, “tendo o município na sua posse a grande maioria das mesmas e estando em curso os procedimentos necessários à expropriação das restantes parcelas”. Por outro lado, e “tendo sido já contratualizado, encontra-se em elaboração o projecto de execução do loteamento industrial”, explica a Câmara de Leiria.

Em Pombal, “tendo em conta a taxa de ocupação de 100% e o incremento da procura de instalação de novos negócios” no Parque Industrial Manuel da Mota (PIMM) e na Zona Industrial da Guia (ZIG), a Câmara está a desenvolver projectos para a sua expansão. No caso da primeira infra-estrutura, está previso o seu alargamento em mais de 246 mil metros quadrados; no segundo, em mais de 110 mil metros quadrados. O município já iniciou “várias diligências para a concretização dessas operações”.

O município é ainda promotor da Zona Industrial do Louriçal, mais recente, e que tem ainda disponíveis oito dos dez lotes. Já o PIMM (41 lotes) e a ZIG (23 espaços) estão totalmente ocupados.

“Em apenas três anos, o município vendeu mais de 110 mil metros quadrados de terrenos, correspondentes a 17 lotes, naqueles três parques, o que fez esgotar a lotação do PIMM e da ZIG, não só com a implementação de novos investimentos, mas também com a ampliação de unidades já existentes, facto que se consubstanciou na geração de novos postos de trabalho e de mais riqueza para a economia local”, explica a autarquia.

“Importa referir que a centralidade do território do concelho de Pombal é um dos factores que contribuem para o aumento da atractividade para os investidores, sendo que as três áreas industriais são servidas de excelentes acessibilidades, com ligações próximas à A1, à A17, ao IC2, ao IC8 e às linhas do Norte e Oeste”.

Em Setembro do ano passado, a Câmara da Marinha Grande anunciou um investimento de 1,5 milhões de euros na ampliação da zona industrial de Casal da Lebre. Um dos objectivos do projecto era a criação de uma segunda entrada e saída do local, para melhorar as condições de acesso e de segurança. Estava ainda prevista a reformulação de vários arruamentos e a criação de um novo traçado da Rua da Grécia, para permitir o acesso aos novos lotes que serão implementados.

Foram já adquiridos quase 14 hectares de terreno, “mas o Plano Director Municipal em vigor não permite ampliar e alterar de forma célere o Plano de Pormenor, pelo que não é possível ao município proceder à construção, a curto prazo, destes lotes industriais”, explicava na altura.

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