Sociedade

Bajouca na linha da frente contra a exploração de gás

18 jul 2019 00:00

Ambiente | Cerca de 300 pessoas de sete associações ambientalistas e da Abad - Associação Bajouquense estão acampadas na Bajouca, Leiria, contra a exploração de gás natural

Jacinto Silva Duro

Chama-se Camp-in-Gas, começou ontem, dia 17, e acontece até domingo, dia 21, no Pisão, na Bajouca (Leiria). Reveste a forma de uma acção de contestação contra a intenção da empresa australiana Australis Oil & Gas (Company) de sondar e explorar gás natural na concessão de Pombal [Bajouca]. 

Cerca de 300 pessoas estão acampadas no parque verde desta freguesia do concelho de Leiria, numa iniciativa que começou a ser preparada em Janeiro, por sete organizações ambientalistas, em parceria com a Abad - Associação Bajouquense para o Desenvolvimento. 

"Temos aqui 40 pessoas vindas de Espanha, outras de Itália, dos Estados Unidos e de vários pontos do País, incluindo das regiões autónomas", diz João Costa, porta-voz do movimento ambientalista Linha Vermelha. 

Para o dia 20, sábado, a organização programou várias acções pacíficas de esclarecimento e tomada de consciência para a questão da prospecção e exploração de gás, incluindo o seu impacto local e a nível global, como causa das alterações climáticas. 

"Vamos ter uma manifestação e caminhada desde o Largo dos 13, no centro da Bajouca, até ao espaço onde se prevê a prospecção. Haverá uma invasão pacífica e de grande simbolismo do terreno, entre outras acções. Queremos deixar uma mensagem à Australis Oil & Gas. Queremos que percebam que estamos dispostos a colocar os nossos corpos à frente das máquinas", resume o ambientalista. 
 

Laços locais
Acampamento melhora parque 

Para melhorar a ligação à comunidade local, a organização do Camp-In-Gas vai contar com oficinas de olaria, de plantas comestíveis e carpintaria, com o envolvimento de mestres e artífices locais. “No final da oficina de carpintaria, vamos desafiar os participantes a reparar e melhorar o mobiliário do parque verde do Pisão, onde estamos acampados”, explica João Costa. Também os produtos utilizados na confecção da comida, que é vegana, são de origem local ou adquiridos no distrito.

Como o JORNAL DE LEIRIA noticiou em Dezembro de 2017, o Governo e a Australis Oil & Gas assinaram no final de 2015, um contrato de concessão para pesquisa e produção de hidrocarbonetos, em vários lotes de terreno contíguo, que abrangem parte dos distritos de Coimbra, Leiria e Santarém, entre o estuário do Mondego, na Figueira da Foz, até ao município de Ourém e Santuário de Fátima, inclusivamente.

Tricotar contra a exploração do gás natural
No sábado passado, houve já uma espécie de ensaio para o dia 20. Duas dezenas de manifestantes vieram de Évora, Lisboa, de Odemira, de Cascais, de Sines, de Sintra, de Palmela, do Porto e, naturalmente, de Pombal e da Bajouca, para participarem na acção de protesto pacífico que a Linha Vermelha organizou no terreno onde a empresa australiana pretende sondar e explorar gás. 

Os manifestantes tricotaram mais um trecho de uma linha vermelha, representativa da L

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