Sociedade

PSD de Leiria contra plano de mobilidade que considera um documento “retalhado”

11 set 2026 14:53

Sociais-democratas acusam a câmara de gerir o processo com "improvisação" e em função da contestação

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Carlos Conceição, presidente da concelhia de Leiria do PSD
Ricardo Graça

A concelhia de Leiria anuncia, em comunicado, que está contra a actual versão do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável e critica a forma como a câmara tem conduzido o processo, “com mudanças, recuos e outras manobras” e escusando-se “a um debate amplo, sério e participado”

“Este documento retalhado, não aplicável a uma cidade como a nossa, não terá em circunstância alguma acolhimento pelo PSD. Isso não é planeamento. É improvisação e trapalhada geral”, acusa Carlos Conceição, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD.

Em comunicado, o social-democrata começa por contestar o momento escolhido pela câmara para a apresentar e fazer a discussão pública do documento, em Agosto, “mês de férias” tendo alargado o prazo até 15 de Setembro por “pressão pública”.

Carlos Conceição critica depois o facto de, ao enquanto decorre a discussão pública, a câmara ir introduzindo documentação nova ao processo e alterações ao plano e a anunciando a exclusão de algumas das propostas.

“Afinal, qual o PMUS que está em consulta?”, questiona o dirigente do PSD, acrescentando uma outra pergunta: “Se o plano está em preparação há mais de dois anos, como se explica que comece a ser desmontado “às peças” dias depois de apresentado?” No seu entender, “ou documento não estava preparado e não serve, ou a consulta pública é uma “fachada” e está a ser usada para aferir a sensibilidade e gerir a contestação a opções já tomadas”.

Para Carlos Conceição, “Leiria não precisa de um plano feito em gabinete, corrigido à medida da reacção pública, mas sim de estratégia de mobilidade coerente, integrada, actualizada e verdadeiramente participada”. Nesse sentido, exorta a maioria socialista que governa a câmara a apresentar “uma versão estável, clara e devidamente fundamentada do PMUS”, que explique “devidamente” as propostas e os impactos, e garantir “um amplo debate e uma verdadeira participação pública”.