Sociedade
População chamada a limpar Parque do Pisão, que permanece com zonas bloqueadas por árvores caídas
Associação Bajouquense para o Desenvolvimento (ABAD), que gere os cerca de três hectares de parque, pede ajuda para limpar espaço, danificado pela tempestade Kristin
Este sábado, dia 25 de Abril, a população da Bajouca é chamada, mais uma vez, a ajudar a limpar e recuperar o Parque do Pisão, na Bajouca de Baixo, freguesia da Bajouca. Com alguns milhares de euros de prejuízo devido à tempestade Kristin, a Associação Bajouquense para o Desenvolvimento (ABAD), que gere os cerca de três hectares de parque, tem ainda muita madeira por retirar.
O parque “já está diferente do que ficou aquando a tempestade”, começa por explicar a presidente da ABAD, Fátima Fernandes, referindo que já houve uma equipa a fazer a primeira limpeza, seguindo-se o desimpedimento de caminhos. O auxílio vem também de voluntários. Mas, constata, “a maior parte da madeira está por retirar”, nomeadamente árvores que não pertencem à associação, proprietária de apenas dois hectares do parque.
Uma maior intervenção está assim agendada para o próximo sábado, numa acção de limpeza que já é tradicional nesta altura do ano, mas que apresenta, nesta edição, um maior desafio a quem quiser colaborar. Pede-se, aos voluntários que levem os seus equipamentos de protecção individual, nomeadamente luvas, óculos de protecção caídase calçado adequado. A associação assegura o lanche e o almoço. “Vamos tentar reunir uma equipa grande, para remover lenha e limpar ervas”, explica a responsável. “Todos os anos, em Abril, fazemos uma limpeza acentuada, mas este ano precisamos de muita gente”, acrescenta.
Neste momento, a ponte do Açude já se encontra desimpedida, mas a sinalética ficou torcida e precisa de ser substituída. Não contando a perda de árvores, Fátima Fernandes estima em cerca de 3.500 euros os prejuízos em estruturas (corrimão, escada, sinalética). A zona de carvalho foi preservada, adianta, referindo que, da propriedade do parque, terão caído uma dezena de árvores. Há, porém, muita madeira caída que não é da ABAD e que está a dificultar uma intervenção mais profunda. “Estamos a tentar contactar os proprietários”, referiu. “Há percursos completamente vedados. Só conseguiremos desimpedir talvez no Verão e com máquinas”, reflecte.
A mesma informação é referida pelo presidente da junta da Bajouca, Sílvio Cabecinhas, constatando que há eucaliptos de grande porte caídos que poderão exigir a intervenção de máquinas. No sentido de preservar o parque, o diálogo está a ser mantido com a associação, repondo trilhos e aguardando-se melhor tempo para uma acção mais profunda.
O plano de actividades previsto pela ABAD mantém-se, porém, inalterado. No dia 1 de Maio vai decorrer no Parque do Pisão um espectáculo imersivo — Saltus — promovido pela companhia Manipulartes. Há ainda actividades previstas para Agosto, adianta Fátima Fernandes.
Constituído por um moinho movido a água, um forno de cal, cerca de 15 pontes sobre a ribeira da Bajouca, parque de merendas e parque infantil, o Parque do Pisão é um espaço de biodiversidade, com diversas espécies autóctones. Possui ainda casas de banho e assadores com chaminé, tornando-se um lugar aprazível para os dias quentes de Verão. Inicialmente uma zona abandonada, propícia a incêndios, é gerido pela ABAD. Criada em 1991, que impulsionou a construção do espaço.Sendo um espaço quase idílico e com características que remetem para a história popular da região, não é, porém, muito conhecido fora da zona de Leiria.