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Palavra de Honra | Não há mudança possível com tanta indiferença e ignorância, com tanta gente confortável em não querer saber

26 abr 2026 09:00

Martim Moreira, criador de conteúdos

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- Já não há paciência... para especialistas em tudo, comentam política internacional ao pequeno-almoço e fenómenos meteorológicos ao jantar, sempre com a mesma convicção serena de quem nunca duvidou de nada.

- Detesto...
 quem está sempre “sem tempo”, mas nunca se percebe bem com o que está ocupado. É uma correria impressionante, só não dá para perceber para onde.

- A ideia... de que podemos ser tudo o que quisermos, apaixona-me. Não estarmos presos a um curso, a uma profissão ou a um destino decidido cedo demais. Há sempre mais margem do que parece, mesmo quando tudo à volta está montado para nos empurrar para versões mais pequenas de nós próprios, mais previsíveis, mais fáceis de encaixar. Ambicionar mais do que isso continua a ser visto como excesso, como falta de noção, às vezes até como loucura.

- Questiono-me se...
  o Jorge Jesus republicou um dos meus vídeos sobre elites com intenção, ou se foi só um deslize enquanto fazia scroll num sofá quase banhado em ouro, algures na Arábia Saudita.

- Adoro... jantar fora sozinho, música alta no carro e o pump depois de um treino de upper body com o meu treinador.

- Lembro-me tantas vezes... do primeiro cenário do Política que Interessa.

- Desejo secretamente... que Portugal se liberte das amarras do socialismo.

- Tenho saudades... do Benfica. Da resignação dos adeptos ao mais pequeno falhanço. Hoje há apatia e a mediocridade passou a ser aceite.

- O medo que tive... da mediocridade. Não é arrogância, é recusa. Recusa em aceitar o mínimo como suficiente, e talvez seja isso que me faz levantar todos os dias com vontade de fazer mais.

- Sinto vergonha alheia... de quem não liga à política. Não há mudança possível com tanta indiferença e ignorância, com tanta gente confortável em não querer saber.

- O futuro... vai ser cada vez mais moldado por manipulação. Não a óbvia, mas a que se disfarça de escolha, de opinião própria, de pensamento crítico. E quanto mais acharmos que estamos a decidir por nós, mais fácil será controlar- nos.

- Se eu encontrar... o Rui Costa, digo-lhe que está a matar o meu clube.

- Prometo... tentar até dar.

- Tenho orgulho... na minha estrutura familiar e nos meus 6 grandes amigos.