DEPRESSÃO KRISTIN

Município de Leiria cria plataforma para denunciar estragos

2 fev 2026 15:11

Ainda há 45 mil edifícios sem electricidade

municipio-de-leiria-cria-plataforma-para-denunciar-estragos
Ainda não há certezas quando é que o abastecimento de água chegará a todos os lares do concelho
Ricardo Graça

O Município de Leiria criou a plataforma Estragos.pt para ajudar a sinalizar os danos que que foram provocados pela depressão Kristin.

Gonçalo Lopes anunciou que o “canal Estragos é uma iniciativa da Câmara com o apoio da Tekever [fabricante de drones]”, que permitirá que “todas as pessoas, instituições, possam registar os seus estragos”.

Nesse sentido, o presidente do Município de Leiria pediu aos cidadãos para fotografem os estragos, assim que tiverem condições e “sem correr riscos”, dando especial enfoque ao “seu património habitacional, nos edifícios”.

A Tekever já fez “voos de reconhecimento em muitos espaços” de parte da cidade, mas vai continuar “esse trabalho, para que seja útil”, não só para o município, mas, sobretudo, para as pessoas afectadas, nos pedidos de auxílio que vão ser necessários no âmbito da reconstrução, explicou Gonçalo Lopes.

Dentro desta plataforma, haverá áreas destinadas à economia e à habitação, com o formulário respectivo. Estes canais estarão disponíveis até ao final do dia de hoje.

A Câmara de Leiria também criou o endereço electrónico reerguerleiria@cm-leiria.pt para pessoas e empresas que queiram entregar bens poderem obter informação.

Segundo o presidente, no concelho ainda actualmente “45 mil edifícios sem electricidade”, o que significa que cerca de 55% ainda continua sem acesso à energia. “O ritmo está a ser lento”, lamentou, ao referir que a situação obriga a “um pedido de entreajuda suplementar”.

Gonçalo Lopes afirma que a autarquia continua a “campanha de angariação de geradores”, para que possa dar resposta ao “maior número de espaços vitais, nomeadamente as escolas”.

A autarquia está também a activar estruturas de apoio comunitário nas freguesias, que disponibilizam apoio à comunidade, sobretudo, nas freguesias, “estando algumas delas equipadas com geradores ou em processo de ligação, permitindo assegurar, sempre que possível, condições básicas como banhos, carregamento de telemóveis e a recolha de bens alimentares essenciais”.

Apesar de todos os esforços, Gonçalo Lopes não adiantou uma data concereta para que a água chegue às torneiras de todo o concelho. O autarca explicou que, com a ajuda dos geradores, a água está a ser bombeada para os depósitos, mas o circuito ainda leva algum tempo.

No entanto, é esperado que antes do final da semana o abastecimento de água esteja reposto em todas as habitações.

Já o fornecimento de energia poderá ser mais demorado.