DEPRESSÃO KRISTIN
Mosteiro de Alcobaça cria perímetros de segurança após depressão Kristin
Sofreu estragos na madrugada de 28 de Janeiro, mas está aberto ao público
Apesar dos danos causados pelo mau tempo, o Mosteiro de Alcobaça continua visitável.
A directora Ana Pagará adianta que “procedeu-se apenas à delimitação de perímetros de segurança nas zonas mais afectadas, nomeadamente, Claustro D. Dinis (área aberta) e aumento do já existente no braço Sul do transepto da igreja”.
Entretanto, “as visitas à Sacristia nova, por precaução, estão suspensas”.
A passagem da depressão Kristin por território português na madrugada de 28 de Janeiro provocou estragos no Mosteiro de Alcobaça que obrigam a diversas intervenções.
“Ao nível das coberturas exteriores (sobretudo, Sacristia Nova, igreja, Claustro D. Dinis e Ala Sul / Galeria de exposições temporárias), com deslocação, queda e quebra de telhas, bem como o agravamento do estado de conservação de vitrais da igreja e janelas do Claustro do Cardeal (alçado contíguo à Rua D. Pedro V)”, explica ana Pagará. Os cedros centenários que se localizam na cerca superior (perto do Celeiro), área neste momento a ser intervencionada no âmbito da execução do PRR, “sofreram quebra e queda de muitas pernadas”.
“Os maiores problemas que enfrentámos em seguida relacionaram-se com os riscos inerentes a infiltrações, uma vez que persistiu a sucessão de depressões, caracterizadas por chuvas de grande intensidade e ventos fortes, com diferentes e repentinas incidências. Continuamos muito atentos, a monitorizar o estado de conservação do monumento e estamos a avaliar a necessidade de novas intervenções, preventivamente, em função da ocorrência cada vez mais frequente de fenómenos extremos, provocados pelas alterações climáticas”, acrescenta a responsável.
De acordo com Ana Pagará, a entidade Museus e Monumentos de Portugal “desencadeou logo procedimentos de adjudicação de serviços com carácter de urgência para a correcção dos problemas imediatamente detectados, os quais incluem a reparação dos telhados, a intervenção de conservação e restauro de vitrais e a remoção das janelas em mau estado do alçado Norte do Claustro do Cardeal (em perigo de queda), com o entaipamento dos respectivos vãos”.
De resto, a recuperação do Claustro do Cardeal estava prevista no âmbito do PRR, mas não foi possível executá-la, aguardando-se nova oportunidade.