DEPRESSÃO KRISTIN

Mosteiro de Alcobaça cria perímetros de segurança após depressão Kristin

23 fev 2026 13:48

Sofreu estragos na madrugada de 28 de Janeiro, mas está aberto ao público

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O monumento manteve-se de portas abertas aos turistas
Ricardo Graça

Apesar dos danos causados pelo mau tempo, o Mosteiro de Alcobaça continua visitável.

A directora Ana Pagará adianta que “procedeu-se apenas à delimitação de perímetros de segurança nas zonas mais afectadas, nomeadamente, Claustro D. Dinis (área aberta) e aumento do já existente no braço Sul do transepto da igreja”.

Entretanto, “as visitas à Sacristia nova, por precaução, estão suspensas”.

A passagem da depressão Kristin por território português na madrugada de 28 de Janeiro provocou estragos no Mosteiro de Alcobaça que obrigam a diversas intervenções.

“Ao nível das coberturas exteriores (sobretudo, Sacristia Nova, igreja, Claustro D. Dinis e Ala Sul / Galeria de exposições temporárias), com deslocação, queda e quebra de telhas, bem como o agravamento do estado de conservação de vitrais da igreja e janelas do Claustro do Cardeal (alçado contíguo à Rua D. Pedro V)”, explica ana Pagará. Os cedros centenários que se localizam na cerca superior (perto do Celeiro), área neste momento a ser intervencionada no âmbito da execução do PRR, “sofreram quebra e queda de muitas pernadas”.

Os maiores problemas que enfrentámos em seguida relacionaram-se com os riscos inerentes a infiltrações, uma vez que persistiu a sucessão de depressões, caracterizadas por chuvas de grande intensidade e ventos fortes, com diferentes e repentinas incidências. Continuamos muito atentos, a monitorizar o estado de conservação do monumento e estamos a avaliar a necessidade de novas intervenções, preventivamente, em função da ocorrência cada vez mais frequente de fenómenos extremos, provocados pelas alterações climáticas”, acrescenta a responsável.

De acordo com Ana Pagará, a entidade Museus e Monumentos de Portugal “desencadeou logo procedimentos de adjudicação de serviços com carácter de urgência para a correcção dos problemas imediatamente detectados, os quais incluem a reparação dos telhados, a intervenção de conservação e restauro de vitrais e a remoção das janelas em mau estado do alçado Norte do Claustro do Cardeal (em perigo de queda), com o entaipamento dos respectivos vãos”.

De resto, a recuperação do Claustro do Cardeal estava prevista no âmbito do PRR, mas não foi possível executá-la, aguardando-se nova oportunidade.