Sociedade
Governo exorta futura universidade a não perder qualidades pelas quais o Politécnico de Leiria se afirmou
"O objectivo do Governo não é criar apenas mais uma universidade. É criar uma universidade, que vai ser inovadora, que vai trazer inovação ao sistema", afirmou o ministro da Educação
O primeiro-ministro e o ministro da Educação, Ciência e Inovação exortam a futura Universidade de Leiria e Oeste a não perder as qualidades pelas quais o Instituto Politécnico de afirmou, nomeadamente, a ligação ao território e às empresas.
"O objectivo do Governo não é criar apenas mais uma universidade. É criar uma universidade, que vai ser inovadora, que vai trazer inovação ao sistema e que vai ser líder nas práticas e também na forma de também da governação", afirmou o ministro Fernando Alexandre, na sessão pública realizada no IPL, após a aprovação em Conselho de Ministros que aprovou a criação da Universidade de Leiria e Oeste.
A mesma ideia foi defendida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, que disse que a expectativa é que "os traços distintivos e identitários" do Instituto Politécnico de Leiria, como a "vocação para a inovação tecnológica" e o envolvimento com a comunidade, "possam continuar e ser salvaguardados, naturalmente com um novo enquadramento".
"Esta é uma característica que tem sido fundamental para o desenvolvimento desta região. A nossa convicção é quie será agora ainda maior", com impacto na dinâmica social e económica", reforçou Luís Montenegro, perante um auditório cheio, não só com elementos da comunidade escolas, mas também autarcas e outros agentes da sociedade.
Na sua intervenção, o ministro da Educação sublinhou também o facto de a criação das duas novas universidades - também foi aprovada a Universidade Técnica do Porto - resultarem de propostas que "vieram das instituições, que vieram dos territórios".
Fernando Alexandre particularizou a Universidade de Leiria e Oeste, um projecto que "conseguiu juntar 24 municípios em torno de uma estratégia de desenvolvimento que tem no seu centro uma universidade
"Não queremos que seja apenas mais uma universidade, mas que reforce as qualidades pelas quais se foi afirmando ao longo dos anos com a sua natureza politécnica", ressalvou o governante, que destacou ainda a importância do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), recentemente aprovado.
Segundo o ministro, o novo RJIEDS "constitui uma das maiores reformas estruturais do ensino superior português", permitindo às instituições adaptar-se aos novos desafios", deixando de estar " amarradas a uma legislação que não as deixa evoluir.