Economia
A invasora que veio do mar salvar a pêra rocha do Oeste
Uma alga vermelha pode ser a resposta ao fogo bacteriano, praga que, em dois anos, custou 70 milhões à fileira da pêra rocha. Solução pode sair dos laboratórios do Politécnico de Leiria
A fileira da fruticultura em Portugal, particularmente a produção de pêra rocha no Oeste, enfrenta há anos a ameaça do fogo bacteriano, uma doença provocada pela bactéria Erwinia amylovora.
O presidente da ANP - Associação Nacional de Pera Rocha calcula que, nas colheitas de 2023-2024 e 2024-2025, o prejuízo terá atingido, em cada uma destas duas temporadas, os 35 milhões de euros (70 milhões no total).
Filipe Ribeiro indica ainda que, segundo as análises mais recentes, se perdeu cerca de 31% da produção nacional face aos anos de "boa produção".
Até agora, não há uma solução farmacológica para deter a progressão da doença, contudo, uma esperança inovadora, biológica e sustentável parece estar a emergir do oceano que banha as praias desta zona do distrito de Leiria, para "apagar" este fogo.
Carina Félix, investigadora do MARE (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente), do Instituto Politécnico de Leiria, está à frente desta investigação, que procura desenvolver uma solução sustentável para reduzir o impacto do fogo bacteriano, a partir do extracto da alga vermelha invasora Asparagopsis armata, convertida em aliado poderoso dos produtores de pêra rocha.
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