Economia
É da Marinha e pode ajudar Portugal a dominar o céu
Vangest entra na corrida do novo caça que deverá valer milhões à indústria nacional
A Vangest da Marinha Grande poderá participar na eventual produção em Portugal do caça sueco Saab Gripen E, caso o governo português opte por este aparelho para substituir a frota de F-16 da Força Aérea Portuguesa, que se encontra em fim de vida.
Segundo a CNN Portugal, o grupo especializado em moldes, plásticos e componentes de precisão para aplicações aeroespaciais e de defesa, foi identificado pela fabricante sueca Saab como um dos parceiros industriais nacionais já integrados na cadeia de fornecimento do aparelho.
A escolha por este caça de origem sueca entra no âmbito dos programas de apoio da UE à indústria de defesa europeia
O canal televisivo cita Daniel Boestad, vice-presidente da unidade de negócio dos caças Gripen da Saab, que, durante um encontro com jornalistas em Linköping, na Suécia, onde a empresa tem a sua unidade de produção referiu que "Portugal já está a participar na construção do Gripen".
Além da Vangest, a Saab trabalha também com a Kristaltek, de Barcelos, fornecedora de serviços de mecânica de precisão, metalomecânica e metalurgia.
Fundado em 1986 com sede na Marinha Grande, o grupo Vangest, que se especializou na indústria automóvel, conta com 11 fábricas especializadas, que perfazem 65 mil metros quadrados de área industrial e empregam mais de 500 colaboradores, em Portugal, Reino Unido, Espanha e Singapura.
A corrida pelo contrato português coloca em competição o Gripen E sueco, o F-35 americano da Lockheed Martin e o Eurofighter europeu.
A diferença de preço entre o primeiro e o segundo aparelhos é significativa.
O Gripen E é estimado em cerca de 85 milhões de dólares por unidade, valor que ficaria em parte no território nacional devido à inclusão de componentes fabricados em empresas portuguesas, e o F-35 ultrapassa os 100 milhões, quantia a que se somam custos relacionados com software, entre outras "menos-valias".