Sociedade
Comissão para a Defesa da Linha do Oeste exige reposição do troço Meleças-Caldas da Rainha
No troço entre as Caldas da Rainha e Coimbra ou Figueira da Foz, o número de comboios à disposição é agora bastante inferior, atingindo as cinco horas de espera entre composições
É urgente a reposição do transporte de passageiros no troço Meleças-Caldas da Rainha da Linha do Oeste. Este é o apelo da Comissão para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO), que considera indispensável a progressiva reabilitação deste troço, "para que o transporte de passageiros em comboio seja reposto à medida que as obras fiquem concluídas".
No entanto, não é "admissível a actual situação de encerramento da Linha na íntegra neste troço, por um período tão alargado de tempo, como aquele que foi anunciado: nove meses", refere a comissão numa nota de imprensa.
Para esta entidade, a "alternativa em autocarro, actualmente apresentada pela CP não é uma oferta válida, para os passageiros que pretendem deslocar-se entre as Caldas da Rainha e Meleças, pelo elevado tempo de cada viagem (duas horas e um quarto), pela falta de conforto e pelos atrasos significativos nas horas de partida e de chegada (uma hora e mais em muitos casos), com consequências nas ligações aos comboios de Caldas da Rainha para norte".
A CPDLO salienta que também no troço entre as Caldas da Rainha e Coimbra ou Figueira da Foz, apesar de reposta a circulação ferroviária, a situação não melhorou significativamente na qualidade do serviço prestado. "O número de comboios à disposição é agora bastante inferior, havendo espaços de tempo entre comboios no mesmo sentido, a partirem das Caldas da Rainha, da ordem das cinco horas".
Segundo a comissão, a Linha do Oeste está confrontada com dois tipos de problemas: "a necessidade de conclusão das obras de modernização e de electrificação, agravada pelos danos decorrentes da intempérie e a falta de material circulante".
"Num caso e noutro, têm faltado as medidas adequadas e atempadas para que este troço ferroviário veja aproveitadas todas as suas potencialidades. Existe uma notória falta de vontade da parte do Governo e da IP, SA, em resolver no terreno os problemas com que a Linha do Oeste está confrontada", acrescenta.
Dois meses e meio depois das intempéries, há locais que sofreram o impacto das tempestades, "onde ainda não se verificou qualquer intervenção, apesar da menor complexidade, como são os casos críticos de Pinhal (Óbidos) e Outeiro da Cabeça (Torres Vedras)".
Por seu lado, "a falta de material circulante era previsível há muito e nada foi feito para que se assegurasse atempadamente a substituição inevitável de composições em fim de vida ou com necessidade de significativas modernizações".
Depois da vigília promovida, em 21 de Fevereiro, nas Caldas da Rainha, para exigir a reposição do serviço de transporte de passageiros em toda a Linha do Oeste, a CPDLO perspectiva agora, face à ausência de resposta aos problemas que se verificam, a realização de uma nova acção de luta,desta feita junto ao Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, em data que muito em breve será anunciada.