Opinião

Vai vens

21 mar 2017 00:00
carlos-martins
Carlos Martins

Há algo de sucedâneo em ti. Por um lado não preenches, por outro é exactamente essa a tua função, fazer presença, desde que eu te aceite como menos ou então que me engane muito bem para conseguir ver o menos e gatilhar para o todo.

Mas há algo de tremendamente sucedâneo em ti. No meio dos sorrisos e das viagens há sempre um ou dois ou mais momentos que me levam a: "isto não era assim, não era aqui, contigo".

Não é uma paz podre porque não se trata de pacificar, também não é baixar a fasquia, acho que é um esquecimento, de repente estamos a visitar Roma e, num rasgo de nitidez, não me fazes sentido nenhum.

Aparentemente estava um lugar vago ou pelo menos não se via lá ninguém. Ocupaste-o como é suposto as pessoas ocuparem-se e eu deixei-me ser entrado por não querer estar sozinho e por achar que te conseguia ascender a grande se olhasse muitas vezes muito tempo nos teus olhos.

Talvez tenha de te mentir até ao fim, depois destes anos todos. E nem a uma desculpa tenho direito, a resignação quando se estende, tem destas coisas, fecha-se a janela de tempo por respeito à tua morte santa.

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