Opinião

Tropeça

18 out 2017 00:00
carlos-martins
Carlos Martins

Apaixonar é um país desconhecido.

Apesar de sonhar com ele, tenho medo que o café saiba mal, que os transportes se atrasem, que chova mais do que faz sol. Ponho na cabeça que é bem possível que o café saiba mal, que os transportes se atrasem e que chova muito. Crio esse cenário e comporto-me em conformidade, mais ou menos a fingir, mais ou menos à séria.

Com o azo suficiente para lhe pescar falências ou desastres, dou-me a brincar só para ver se me leva a sério e depois fujo um bocadinho. Depois experimento outra vez. Faço aquela cena com o cabelo que eu sei que funciona só para ver com que olhos me olha e volto ao charme de quem não sabe que tem charme. Exponho.

Espero pela resposta, pelo tropeção. Se ele não tropeça é que é o diabo. Não sei as deixas desse argumento, nem sequer me ocorre levantar âncoras. É tudo muito inédito, muito virgem, não sei da paz. Não sei existir na paz, levo-me sempre para aquele outro dia em que a paz acaba e, consequentemente, corto-lhe as raízes.

 

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