Opinião

Teorias rurais

2 set 2017 00:00
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Francisco Freire, investigador

Até para os mais intrépidos, foi de facto complicado atravessar o mês de agosto de 2017.

Entre fogos e outras tragédias, pareceu demasiado larga a caminhada até à rentrée.

A prova portuguesa das alterações climáticas liga-se ao dado, já consolidado, de que a vindima hoje se faz em agosto. A precoce necessidade de me associar a esta campanha tem-me impedido de frequentar alguns festivais de Verão.

Muito concretamente, choro a minha ausência no espetáculo comemorativo dos trinta anos de carreira dos The Mission (os Scorpions ingleses!), e da performance intimista de Salvador Sobral, em Vilar de Mouros.

Durante este doloroso agosto, foi até bem-vindo o telegrama que confirmou a minha recruta para mais uma época de convívio com parreiras e tonéis.

Por algum motivo este período é ainda chamado de “férias grandes”, e ao longo de quase quatro meses de pousio consegui agenda para um par de visitas. Passei, como de costume, pelos encontros de fotografia de Arles, e avancei – desconfiado – para Veneza, para indagar do regresso de Damien Hirst e do seu Naufrágio (até 3 de dezembro).

Passei ainda pela fundação Maeght, em Vence. Nesse simpático espaço museológico, onde brilham sobretudo os pinheiros mansos, e após pagar o bilhete, um funcionário teve a gentileza de me informar que a totalidade da coleção estava de férias em Tóquio e apenas regressaria no final do ano…

 

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