Opinião

Teorias rurais

10 out 2019 00:00

Nesta última localidade, onde Rio passou os 60%, com 767 votos, a histórica CDU obteve apenas cinco votos (metade do que o movimento sedeado em Rans obteve no Reguengo do Fètal).

Quando, passada a transição revolucionária e estabilizada a ordem democrática, quase metade da população parece estar orfã de partido, algo vai mal no reino da Dinamarca (ainda que nessa monarquia escandinava não existam problemas maiores de abstenção).

Sei pouco, ou nada, de política, e o meu instinto sai geralmente equivocado destes meandros. Ainda assim - e saudando vigorosamente a ilustre dezena de concidadãos (alguns deles cronistas neste jornal) que arranjou emprego no bairro de São Bento em Lisboa - permito-me partilhar convosco algumas notas sobre estes resultados eleitorais.

Na globalidade distrital não há dúvida que Rui Rio ganhou a António Costa. Uma análise mais minuciosa diz-nos que nos Marrazes e Barosa, no Coimbrão, na Maceira, na Vieira, em Óbidos, Nazaré, Castanheira de Pera ou Regueira de Pontes, o PS ganhou facilmente.

A enxurrada laranja nota-se na Bajouca, na Caranguejeira, nos Milagres, em Santa Eufémia e na Bidoeira. Nesta última localidade, onde Rio passou os 60%, com 767 votos, a histórica CDU obteve apenas cinco votos (metade do que o movimento sedeado em Rans obteve no Reguengo do Fètal).

Prova-se aqui que a presença da estrela verde e rubra, Heloísa Apolónia, encabeçando esta lista, foi mal entendida pela população da Bidoeira.

A nível nacional, e entre os novos partidos inclu&iacut

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