Opinião

Sistema imunitário

24 jun 2019 00:00

“Alguém” amolgou a viatura do deputado do PSD. Ninguém se acusou, até este enviar um email/ ultimato a todo o hemiciclo, ameaçando recorrer às imagens de vigilância para descobrir o culpado.

Há um episódio muito curioso, passado nas garagens da AR, entre o deputado Paulo Rios de Oliveira (PSD) e a porta-voz do PS, Maria Antónia Almeida Santos, que a rubrica Gente do Expresso relata na edição da semana passada.

“Alguém” amolgou a viatura do deputado do PSD. Ninguém se acusou, até este enviar um email/ ultimato a todo o hemiciclo, ameaçando recorrer às imagens de vigilância para descobrir o culpado.

Na sequência deste aviso, a deputada do PS, depois de chegar a casa e ler o e-mail, lá se lembrou que tinha uns “ténues riscos” na sua própria viatura e lá os relacionou com o sucedido, afirmando a sua total responsabilidade e vontade de resolver este “incidente” o mais rapidamente possível.

A grande maioria dos cidadãos optaria por deixar um bilhetinho no para-brisas ou esperar para preencher uma declaração ou combinar algo com o dono do carro em que batemos.

Normalmente, não precisamos de mais nenhum lembrete do que a nossa própria consciência cívica, para fazer o que está certo.

Quando elegemos um deputado, fazemo-lo na confiança de uma consciência e atitude cívica melhor que a nossa.

Em todo o caso, a julgar por estes casos, quase anedóticos, os deputados não se acham no dever de ser “mais cívicos” que o cidadão comum, actuando apenas, como neste caso, à força de “incentivos&rd

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