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Opinião

Álvaro Madureira Voltar

17:44 - 23 Janeiro 2019
Segurança - Quando o Estado falha

Segurança - Quando o Estado falha

Sofrem os portugueses e os turistas que descobrem o nosso país.

O Estado falha, todos nós falhamos, mas quando a falha é recorrente algo vai mal. O Estado falhou nos incêndios, com uma calamidade humana e material incalculáveis, que, possivelmente, não se verificava desde o sismo de Lisboa de 1755.

O Estado falhou em Tancos, colocando a defesa do país em causa, a credibilidade internacional fragilizada e a instituição militar numa amargura desconfortável e imerecida.

O Estado falha porque as estradas entre vertentes verticais de pedreiras entram em derrocada e nos fazem lembrar tragédias do passado próximo de Entre-os-Rios que, infelizmente, se repetem.

O Estado falha quando não presta o socorro atempado na queda de aeronave no vértice orográfico de Valongo.

O Estado falha na segurança das pessoas e dos seus bens; nos pequenos furtos às pessoas, nos roubos por esticão ou nos furtos a residências. São furtados ao cidadão os seus bens, faz a participação na entidade de segurança e, inseguro no vazio do amparo, sem os seus documentos e valores, fica infinitamente à espera que o processo morra no arquivamento por não se encontrarem os larápios e as devidas provas do delito.

O ritual vai-se repetindo e, aliás, há já quem veja a situação como uma fatalidade corriqueira e normal, que pouco valerá a pena fazer a participação junto das autoridades. “Todos têm direito à segurança” – Onde para a âncora protetora da Constituição da República Portuguesa?

E agora, a força volumosa de carteiristas em Lisboa? Abundam pelas artérias frenéticas e os transportes apinhados. É um mau cartão-de-visita para a capital e para Portugal!

Sofrem os portugueses e os turistas que descobrem o nosso país.

Sinais de desestruturação das funções do Estado?! Ou um raz de maré de contaminação criminal impune e sem precedentes na nossa polis?! Falta de efetivos de segurança, de meios e de infraestruturas dignas.

Não fui mandatado para a defesa de qualquer força de segurança, mas no respeito das funções que exercem e que fazem o melhor que podem com os meios disponíveis, alerto.

Escrevo de Leiria, capital de distrito, onde a GNR tem umas instalações indignas, uma parte de antigo convento, para exercer com eficácia e salubridade o seu trabalho, o mesmo acontecendo nas freguesias onde possui efetivos.

A PSP, com instalações junto do castelo, merece outras estruturas adaptadas à segurança pública, mais efetivos e melhores viaturas. Pela segurança das pessoas e dos seus bens, em Leiria, em Lisboa, no Porto ou em qualquer aldeia ou cidade de Portugal, o Estado não pode continuar a falhar. 

*Vereador e presidente da Comissão Política de Secção do PSD de Leiria
Texto escrito segundo as regras do Acordo Ortográfico de 1990





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