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Opinião

João Nazário Voltar

09:32 - 20 Setembro 2019
Saldos? O problema é outro

Saldos? O problema é outro

Hoje, a principal ameaça do comércio de rua é a internet, que a curto prazo começará também a colocar em causa o modelo de negócio das grandes superfícies.

Não será novidade para ninguém que, o comércio de rua, de formato mais tradicional, vive há já vários anos grandes dificuldades.

Por razões, diversas entre as quais a concorrência do comércio online, dos grandes centros comerciais e das cadeias de lojas multinacionais, que, geralmente, apresentam maior oferta com preços muito competitivos, vários estabelecimentos têm vindo a encerrar actividade, percebendose ainda que a vida não é fácil para os que subsistem.

É verdade que muitos comerciantes facilitaram esta mudança de paradigma ao não inovarem e não modernizarem os seus estabelecimentos, tendo sido ultrapassados pelo tempo e por uma nova forma de consumir trazida pelas gerações mais novas.

No entanto, mesmo quem o fez enfrenta dificuldades enormes, com tendência para se agravarem, pois se por um lado se percebe uma tendência dos consumidores com maior poder de compra para o regresso às ruas, por enquanto mais visível nas principais cidades, por outro, o ecommerce vai ganhando cada vez mais espaço, à medida que os mais jovens vão tendo autonomia para decidir onde compram.

Hoje, a principal ameaça do comércio de rua é a internet, que a curto prazo começará também a colocar em causa o modelo de negócio das grandes superfícies.

No fundo, as pessoas têm em permanência na palma da mão o acesso a todo o tipo de artigos, numa diversidade de marcas, gamas e modelos que nenhuma loja, seja ela qual for, tem capacidade para igualar.

À distância de um click, a compra é feita e o artigo entregue em casa poucos dias depois. Ou seja, a nova Lei que regulamenta os saldos e as promoções, sendo obviamente penalizadora por pressionar a redução das margens, não é um problema significativo num contexto em que o comércio online se faz com regras muito diferentes das das lojas físicas.

Aí, as promoções são permanentes, pode-se comprar 24 horas por dia e há várias formas de contornar os diferentes impostos que asfixiam as empresas portuguesas, havendo claras vantagens concorrenciais face ao comércio de porta aberta.

Sem maior regulamentação e exigência sobre o comércio do mundo digital, que de alguma forma possa aproximar as regras concorrenciais, dificilmente as lojas físicas sobreviverão por muito tempo, salvo excepções muito específicas e de nicho.

Menos ou mais tempo de saldos é uma discussão que apenas servirá para desviar do essencial e que nada mudará. O problema é outro, e bem maior. 

*director





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