Opinião

Políticas monetárias e risco exportador

3 mai 2018 00:00

A economia europeia hesita em acelerar o seu ritmo de crescimento e, por isso, o BCE, pelo menos até final deste ano, vai manter a Euribor em baixa.

Em Finanças Internacionais, a relação intrínseca entre a taxa de câmbio e as taxas de juro apresenta se, na generalidade dos casos, de forma robusta. É a chamada Teoria da Paridade das Taxas de Juro (TPTJ), definida pela seguinte expressão: R = rd – rf.

A TPTJ diz-nos que, no médio e longo prazo, as variações cambiais (R) reflectem o diferencial entre os juros nacionais (rd) e os juros estrangeiros (rf).

Por exemplo, se houver um diferencial dos juros a favor do estrangeiro (rd < rf), o capital irá fluir da praça nacional para a praça estrangeira, fazendo desvalorizar a moeda nacional no mercado cambial à vista, mas irá gerar uma tendência futura de valorização da moeda nacional, quando houver a maturidade do capital investido na praça estrangeira.

Isto é: se (rd < rf) a variação cambial torna-se R < 0, ou seja, a moeda nacional valoriza-se. Neste exacto momento, a zona euro e os EUA têm políticas monetárias com objectivos distintos.

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