Opinião

Para onde vamos?

5 abr 2018 00:00
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Rui Rocha, ex-presidente da Comissão Política Distrital do PSD

Na semana passada tivemos uma boa notícia que foi o défice do Estado Português em 2017 ter ficado nos 3% do PIB, sendo que, sem a inclusão da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, seria de 0,9% do PIB.

Ora, numa primeira abordagem não poderíamos deixar de constatar esta melhoria significativa, no entanto há alguns sinais que são de preocupação quanto à forma, mais ou menos visível, como se têm conseguido estes resultados, sendo que não sou daqueles que julgam que um dia vai chegar o diabo, nem é o meu estilo estar sempre a encontrar dificuldades.

Senão vejamos. Esta semana chegou-nos a informação, através do Banco de Portugal, de que a dívida pública atingiu 246 mil milhões de euros em Fevereiro, ou seja, um aumento de 2,4 mil milhões relativamente ao mês anterior.

Mas também fomos sabendo que a carga fiscal em Portugal atingiu, em 2017, o valor mais alto dos últimos 22 anos, 34,7% do PIB.

Claro que muitos estão satisfeitos com as reduções nos impostos directos, mas não se deve esquecer o que tem sido a tendência dos impostos indirectos, quando ainda esta semana somos confrontados com mais um aumento dos combustíveis.

Os dados actualizados do INE permitem verificar que, comparando com 2015, o investimento público caiu 32% em 2016 e 16% em 2017, traduzindo-se numa quebra na ordem dos 1,7 milmilhões de euros, relativamente ao previsto.

E é evidente que esta componente de menor investimento público tem influência na vida de todos nós. Podemos começar pela área da Saúde, onde todos os dias somos confrontados com falta de recursos, quer físicos quer humanos, sendo disso exemplo a precariedade dos  

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