Opinião

Osmose

26 abr 2018 00:00
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Fernando Ribeiro, músico

Como não podia deixar de ser, este fenómeno psico-social encontrou uma avenida nas redes sociais e manifesta-se, expressando uma convicção que não deixa de ser curiosa: a de que já não existe nada de novo.

É um termo científico que define transporte entre células, essencial na distribuição, entrada e saída de nutrientes ou para expelir indesejáveis das células.

Esta palavra, outrora estranha, foi absorvida pelo vocabulário popular, ganhando outro sentido. É definida como cumplicidade, fusão ou encontro entre pessoas que se acham parecidas, que têm pensamentos e teorias em comum ou que simplesmente se conheceram e se amaram ou odiaram, por osmose.

Como não podia deixar de ser, este fenómeno psico-social encontrou uma avenida nas redes sociais e manifesta-se, expressando uma convicção que não deixa de ser curiosa: a de que já não existe nada de novo; e de que o que aconteceu aos outros já me aconteceu a mim, a triplicar. 

Será isso verdade? Será isso possível? Ou viveremos já sob o famoso estado distópico da alienação sem realmente nos apercebermos disso?

Será que somos cobaias de algo, ou, pelo contrário voluntários num teste, ao qual ninguém, a não ser as nossas indomáveis fraquezas, nos propôs?

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