Opinião

Os símbolos

7 mai 2017 00:00
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Clara Leão, professora de dança

Os objectos e os actos simbólicos ficam às vezes um pouco distanciados das razões profundas que os fizeram surgir.

Às vezes, os símbolos agigantam-se e tomam o lugar do que simbolizam, parecendo que basta a sua utilização para que aquilo que significam continue protegido do esquecimento e permaneça intacto na memória colectiva.

Mas, às vezes, corremos o risco de afinal perder um pouco de vista o que tanto queremos guardar. Os símbolos são o que conseguimos guardar do momento, da pessoa ou do lugar com significado, ou o que criamos para evocar o que nos emociona, o que conquistámos, o que profundamente desejamos, ou o que nos dá sentido.

São absolutamente necessários porque aglutinadores de factos e de vozes, de circunstâncias e de intenções, de memórias e de emoções.

Os símbolos são um código compreendido e aceite por todos quantos estiveram ligados ao momento a salvaguardar, mas precisam de manter uma forte ligação ao que representam, sob pena de se banalizarem as vozes, de se esboroar o seu sentido, e de se tornarem distantes da realidade que representam.

Sem essa ligação permanentemente actualizada e recordada, passarão lentamente a ser, para muitos, apenas uma ideia vaga e um pretexto para comemorações, utilizados sem grande noção do que significam.

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*Professora de dança