Opinião

O Teatro

1 jul 2017 00:00
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Luís Mourão, dramaturgo

Para o Teatro, e para todas as Artes, o último quartel do século XIX e primeiro do século XX é um período particularmente interessante.

Não só porque propiciou a afirmação de novos suportes e modos de expressão como a Fotografia ou o Cinema, o que já não é pouco, mas também porque revitalizou e projectou roturas fundamentais para o desenvolvimento da criação artística contemporânea.

O Teatro seguiu então três caminhos distintos: o da submissão total ao poder; o do compromisso e o da rotura.

O que o diferencia das outras Artes não é isto, que é transversal a todas, mas duas características notáveis: a sua capacidade para reunir pessoas; e a forma indefinida, que se mantém, como se apresenta sob um chapéu difuso a que chamamos Teatro.

Outros encontraram formas, toscas é verdade, de “orientar” o público. O Teatro nunca foi capaz de o fazer, ou nunca quis: só sabemos o que vamos ver indo ver (ou acreditando no que nos dizem outros que viram).

Dito de outro modo, mesmo quando vamos ver, por exemplo, Shakespeare só saberemos o que vamos ver depois, às vezes, muito depois de termos saído da sala. Até lá só sabemos que vamos ao Teatro ver um clássico absoluto, certamente inofensivo esperamos, mas sem certeza nenhuma.

*Dramaturgo

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