Opinião

O rapaz do jipe

17 abr 2017 00:00
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Amélia do Vale

No regresso de uma viagem à “mercearia do Quim” apercebi-me, ao virar para a minha rua, de que me tinha esquecido de deitar fora o saco de lixo orgânico com que tinha saído de casa.

Felizmente, havia um contentor já ali e ao parar o carro para executar os respetivos procedimentos vi que de uma das casas um jipe se preparava para, em marcha atrás, sair de um portão.

Com o objetivo de lhe facilitar a manobra estacionei alguns metros mais à frente e quando já fora do meu carro me preparei para tirar do porta bagagem o saco do lixo, notei que o dito jipe se imobilizou!

Olhei para o condutor da viatura, um rapaz com um ar enfadado e apercebi-me de que a sua manobra tinha afinal como finalidade sair daquele portão para entrar num outro, logo ao lado.

Apesar de confirmar que o meu carro não lhe impediria a manobra, mas sem conhecer o jeito do rapaz para a condução, tentei por mímica que o jovem condutor compreendesse que apenas iria precisar de alguns segundos para me pôr dali para fora.

Como resposta, em vez de um cordial e compreensivo esgar facial, recebi uma expressão insultuosamente arrogante seguida de uma potente arrancada do jipe para a frente, entrando no portão onde queria entrar.

Oh - quase de imediato pensei - que pena, que jovem tão prepotente, com tanta falta de humildade e empatia. Deus queira que o Sistema Educativo não o deixe vir a ser médico, juiz ou professor!

E foi quase de imediato que pensei isto porque, antes, tive de impedir o meu “Id” de se manifestar

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*Texto escrito de acordo com a nova ortografia
*Professora