Opinião

O poder corrompe?

28 jun 2018 00:00

Qualquer pequeno deslize é a morte do artista.

Ese afinal fosse ao contrário?

E se afinal fossem as pessoas com genes corrompidos e ambientes pouco saudáveis os únicos a conseguir tudo o que é necessário para percorrer com êxito a caminhada rumo ao poder absoluto?

E se só gente louca de todo conseguisse ser presidente de um país muito poderoso ou de um clube de futebol?

Nahhh, não pode ser. Não acredito que se elejam os responsáveis pelos destinos de outros sem – como nos pilotos de aviões – avaliações psicológicas regulares. Ah, não há? Elegemos pessoas para estarem anos à frente de decisões que afectam tudo e todos e não sabemos se são doentes mentais? Que estranho…

Mas então aquela coisa do narcisimo maligno, do Síndrome de Húbris, ou simplesmente de gente perversa, ajuda ou não ajuda uma alma a subir na cadeia do poder?

Fazem-se tantas teses de mestrado, de doutoramento, tanta investigação em tudo e mais umas botas e ninguém se dedica a estudar esta coisa que nos mata todos os dias que é a ausência de mecanismos de controlo sobre a ascenção e (demorada) queda dos poderosos tresloucados?

Estamos condenados à ingenuidade de se achar que as pessoas que ascendem a cargos de poder têm o discernimento para usar esse poder com equilíbrio, justeza, imparcialidade e sabedoria?

Gosto do exemplo dos pilotos de avião porque é fácil de perceber o escrutínio a que são sujeitos. Qualquer pequeno deslize é a morte do artista. Do artista e dos outros que vão no avião, já agora. Mas eleger um ditador não é bastante mais perigoso? Não se morre nos minutos seguintes, é certo, mas alguém duvida que o fascismo mata e mata muito? E as qualificaçõ

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