Opinião

Notas rápidas sobre as Legislativas

7 out 2019 00:00

- PS: uma vitória clara e segura numa campanha marialva e desconexa. As reformas e a deslocação, muito graças à “gerigonça”, dos esforços financeiros para reformas e salários; a medida dos passes sociais fez toda a diferença. No entanto, nunca votei ou votarei PS devido à sua promiscuidade com a corrupção.

- PSD: abaixo de Rio Tinto e cavaquistões à parte, ninguém conhece Rui Rio. Fala como um antigo latifundiário e tem zero carisma. Mais do que um salvador, outro coveiro do PSD.

- BE: ainda bem que manteve o resultado. BE é sinónimo de resistência contra ventos sombrios vindos da Europa. Garante-se também a agenda fracturante. Mas o BE está narciso. Fez uma campanha convencida mas ficou na mesma. Don’t believe the hype.

- CDU: Derrota amarga. Mas não pelas razões que normalmente se apontam, i.e., a permanência ortodoxa e anacrónica do comunismo e o medo de arriscar um milímetro. Pelo contrário, a CDU arriscou Heloísa Apolónia (Leiria) e Miguel Tiago (Viseu), dois deputados valorosos e que noutro ciclo teriam tido uma eleição fácil (Lisboa, Setúbal). Perdeu a aposta mas fez mudanças. O PCP é um partido ideológico na era dourada da pós-ideologia e deverá ser essa a sua matéria de reflexão.

- PAN: um partido vitorioso mas só possível num contexto de profunda desilusão com as politicas ambientais à mistura com algum alarmismo e desconhecimento das verdadeiras dimensões e complexidades da problemática. As ideias do PAN podiam ter sido combinadas num jantar entre amigos e essa informalidade preocupa-me.

- CDS: crónica de uma morte anunciada. Sem Cristas então, o CDS não representa quase ninguém em Portugal.

- CHEGA: a democracia moderna, pelos vistos, precisa da direita populista e os seus eleitores também. Há o voto útil e depois há o inútil.

- LIVRE: o meu “teste” politico na net deu LIVRE. Fiquei curioso porque dentro dos partidos “uniparlamentares”, o partido de Rui Tavares tem um ADN forte, constituído por pessoas integras e inteligentes.

- IL: “Demagogia, feita à maneira. É como queijo numa ratoeira.” Lena D’Água

*músico 

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