Opinião

Mea culpa

21 mar 2019 00:00

De forma minimalista, trivial, e silenciosa, orientamos com eles a vida, e com ela o mundo, quase sem darmos por isso; uma espécie de bater de asas de borboleta a redundar em ciclone.

De há uns dias para cá, olhando o mundo a acontecer, movem-se-me no pensamento os conceitos de liberdade, livre arbítrio, inteligência e empatia, num exercício de entendimento, articulação e confluência que lhes encontre a verdadeira dimensão e o pleno uso.

Se por um lado todos eles se constituem como temas de altíssima filosofia, e/ou ciência, discutidos ao longo de séculos, e passíveis de o continuarem a ser para sempre, dada a dificuldade de conciliar opiniões, eles são por outro lado o que nos move nos actos e disposições básicas do dia-a-dia, e quase nunca motivos de reflexão por parte do comum dos mortais.

De forma minimalista, trivial, e silenciosa, orientamos com eles a vida, e com ela o mundo, quase sem darmos por isso; uma espécie de bater de asas de borboleta a redundar em ciclone.

Se considerarmos que liberdade é algo exterior a nós, que livre arbítrio e empatia nos são interiores, e que a inteligência é algo físico, inato, e simultaneamente adquirido, não restam dúvidas que nós, seres humanos, somos detentores de absolutamente todas as oportunidades, soluções, e instrumentos necessários para sermos, todos, muito felizes uns com os outros, sem quaisquer dificuldades.

O paraíso na terra é pois uma possibilidade absolutamente real. Infelizmente, num modus operandi em tudo semelhante ao de uma doença auto imune, parece termos desenvolvido a capacidade de usar esses instrumentos perfeitos contra nós.

Confundimos livre arbítrio com liberdade, esquecendo naquele o difícil papel da vontade (no sentido de tomada de posição

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