Opinião

Liberdade

30 mai 2019 00:00

Para se fazer o que se quer não é necessária a liberdade, atendendo a que esta atitude deverá estar associada apenas a actos para consumo próprio

Por esquecimento do que seja a sua ausência, por ignorância do que realmente significa, ou por défice de educação não formal, muitos, demasiados, confundem liberdade com o direito de fazerem o que querem; que ela formalmente comporta, mas que de modo algum a define, e sobretudo a reduz a um comportamento egocêntrico e inconsequente.

Na verdade, para se fazer o que se quer não é necessária a liberdade, atendendo a que esta atitude deverá estar associada apenas a actos para consumo próprio, sem importância para a comunidade e afastadas que estejam quaisquer possibilidades de consequências para terceiros.

Ande-se descalço na rua, comam-se farturas do Penim até rebentar, falte-se ao almoço da empresa, passe-se todo o domingo no sofá, emitam-se opiniões sobre a política externa da Patagónia, ou outra coisa qualquer que apenas ao próprio diga respeito, e tudo estará certíssimo. Mas não confundam isso com liberdade.

No capítulo do fazer-se o que se quer, parece haver também o “direito” a dizer publicamente mal dos que exercem uma função ou têm uma atitude pública, sempre que ela desagrada (e quantas vezes ela só desagrada por ouvir dizer, e o que se ouve dizer está longe da verdade); e diz-se mal do acto, mas sobretudo do actor, enchendo as conversas e as redes sociais de insultos e suposições ignorantes. Isso também nunca será liberdade, é só maldade, má educação, e um medieval julgamento em praça pública.

Porque liberdade a sério é uma responsabilidade enorme que nos foi entregue há 45 anos e que devíamos saber honrar, e saber ensinar a honrar.

Uma responsabilidade para onnosco próprios, para com os outros com quem avançamos nesta vidinha que queremos, e temos o direito de ter, cada vez melho

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