Opinião

Jejuar e punir

12 mar 2017 00:00
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Francisco Freire, investigador

É custoso, é chato, e o significado não me tem sido explicado convenientemente: chegamos uma vez mais ao estranho tempo do jejum quaresmal!

Sei que muitos companheiros não apoiam a limitação imposta ao consumo de galináceos, ou carne de porco, durante o período que agora atravessamos. Ouvi dizer que noutros territórios abraâmicos onde também se jejua, chegada à noite rompem-se os tonéis e a festa faz-se rija.

Esta tipologia de jejum compensatório, distinta da noite para o dia, deveria ser considerada nas aldeias e cidades ainda controlados pela igreja de Roma, em Itália.

O regime diurno de penitência parece-me suficiente como punição. Jejuar e orar daqui até 13 de abril é um sacrifício que atualmente poucos conseguem suportar, infelizmente. 

Complicando ainda mais tudo isto, inúmeras vozes têm assinalado os prejuízos que esta ideia do jejum tem acarretado à indústria agro-pecuária. A economia da região ressente-se, naturalmente, com tanta reflexão e com tão pouco consumo.

Interessará porventura rever este processo, pesando os prós e os contras associados à desingestão de proteína animal (de produção local).

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*Investigador

Texto escrito de acordo com a nova ortografia