Opinião

Ética e transparência

25 fev 2017 00:00
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Henrique Neto

O empobrecimento dos portugueses, a dependência externa de Portugal e a estagnação da economia são o resultado da governação medíocre de todos os partidos ao longo dos anos.

Ao longo dos últimos dois anos, os textos que publiquei no Jornal de Leiria foram orientados para um só tema: “a qualidade da governação”, no sentido de mostrar aos leitores exemplos de confrontação entre a boa e a má governação nas diferentes esferas do poder político.

Espero no futuro publicar um livro sobre o assunto, com base nos textos já existentes, porque considero a questão de importância vital para se compreender os maus resultados da governação em Portugal ao longo dos últimos trinta anos e permitir pensar o futuro de forma diferente.  

Penso não precisar de muitas mais palavras para justificar aos leitores a má governação do País ao longo de várias legislaturas, na medida em que o empobrecimento dos portugueses, a dependência externa de Portugal e a estagnação da economia são o resultado da governação medíocre de todos os partidos ao longo dos anos, apesar da sua alternância no poder.  

Decidi agora reorientar a minha colaboração neste jornal para os temas da actualidade, forçosamente degradada pela má governação, esperando que os leitores não se espantem que a minha posição continue bastante crítica, o que implica algumas dúvidas sobre o actual Governo de António Costa, tanto quanto critiquei os governos anteriores, porque apesar de concordar com as medidas de teor social já assumidas não acredito nas soluções preconizadas para a economia, que são reveladoras de algum desconhecimento do funcionamento das empresas, dos mercados e das tecnologias e onde a propaganda submerge a verdade.  

Li recentemente neste  jornal que o primeiro-ministro nos visitou para publicitar aquilo a que o Governo chama Indústria 4.0, com que se propõe fazer uma revolução tecnológica em 50.000 empresas portuguesas com um investimento de 4,5 mil milhões de euros.

Infelizmente, o Governo acredita que lançar dinheiro sobre os problemas os resolve e aparenta não saber que essa revolução está em curso na nossa região há mais de vinte anos, que a economia digital foi então introduzida no nosso país a partir da Marinha Grande e que a democratização das tecnologias na nossa região foi uma aquisição revolucionária que hoje continua, com o objectivo de aprofundar a competitividade das empresas e potenciar aquilo que estas sabem fazer bem.

*Empresário

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