Opinião

Esperança e imaginação

9 mai 2019 00:00

O Hope retrata uma mulher sentada num globo, num cenário brumoso, sozinha, a tocar uma lira com uma corda só, de olhos vendados.

Existe um quadro no Tate Britain Museum, do pintor Geaorge Frederic Watts, chamado Hope. Não esquecerei nunca o sentimento que tive quando o vi pela primeira vez: é aquela coisa rara que acontece quando olhamos para uma coisa e nos vem à cabeça um “é isto!”.

O Hope retrata uma mulher sentada num globo, num cenário brumoso, sozinha, a tocar uma lira com uma corda só, de olhos vendados.

Não é um simbolismo particularmente subtil, mas é uma bela imagem do que é a esperança perante a desolação.

É uma coisa solitária, ao contrário da fé, que pressupõe sempre um outro, um Deus que virá de fora, do além, para nos salvar. A esperança vem de nós, temos de ser nós a tocá-la até à última corda, mesmo quando tudo à nossa volta é incerto e pouco animador.

Há uma espécie neste mundo que, não sendo particularmente forte, não sendo particularmente veloz, não sendo particularmente indestrutível, é uma coisa que mais nenhuma outra é: dotada de imaginação.

O ser humano consegue imaginar, construir coisas novas para resolver problemas, ver-se a si próprio em cenários futuros e projectar para alcançar aquilo que imaginou.

É uma coisa incrível, isto da imaginaç&atild

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