Opinião

Economia, ambiente e falta de senso

21 fev 2019 00:00

O desenvolvimento económico dito capitalista (haverá outro?) tem ocorrido algumas vezes sem preocupações de natureza ambiental.

Economia deriva do grego, oikos+nomus que, na sua origem significava governar, gerir a casa. Ecologia, do grego oikos+locos, surge bastante mais tarde e significa, à letra, o estudo e o conhecimento da nossa “casa”.

Economia e ecologia estão pois ligadas ao conhecimento e à boa gestão da “casa” que é o mundo em que vivemos. Têm a mesma matriz, são da mesma família, mas o economista não figura no ranking das mais importantes profissões “verdes”.

E no entanto foi a economia que primeiro pôs o dedo na ferida, defendendo e teorizando o princípio do poluidor pagador ao chamar a atenção para as externalidades cuja expressão maior é a poluição.

Há externalidades negativas quando a produção ou o consumo causam custos adicionais a outras entidades sem que esses prejuízos sejam suportados por quem está na sua origem.

As externalidades, tanto negativas como positivas, geram ineficiências, traduzem-se em falhas de mercado e perturbam, por isso, as noções de racionalidade e de equilíbrio tão gratas aos economistas.

A defesa do ambiente tem sabido dar a volta por cima e hoje pode dizer-se que melhorar a qualidade de vida é um bom negócio: nenhum outro sector de actividade regista índices de crescimento tão favoráveis como a suposta defesa do ambiente.

O desenvolvimento económico dito capitalista (haverá outro?) tem ocorrido algumas vezes sem preocupações de natureza ambiental. Não é possível garantir sucesso económico durável e preservar tanto a eficiência como a equidade sem relevar os custos ecológicos e definir claramente quem os deve suportar.

No meio de alguma incerteza e indefinição, alguma coisa há-de sobrar quase sempre para o Estado, que é como quem diz, para o contribuinte.

Por outro lado, o Estado regul

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