Opinião

(Des)humanidades

26 abr 2018 00:00

Na Finlândia, por exemplo, os animais podem acompanhar os seus donos na grande maioria dos estabelecimentos comerciais, mas quando saímos à rua, e passeamos nas avenidas e jardins, não nos deparamos com dejetos e afins.

A humanização crescente relativa aos animais de estimação, no seio das famílias, face à mudança de paradigmas e configurações familiares, é absolutamente clara.

Augura-se o fim do estigma da servidão animal da qual decorre que o animal existe para servir o Homem, atenuando o peso da visão utilitarista do animal a favor da visão humanista.

Por decisão do Parlamento, os animais de estimação poderão acompanhar os seus donos aos estabelecimentos comerciais cujos proprietários o permitam.

Tal medida faz-nos crer que é nossa prioridade acompanhar condutas de países desenvolvidos. Porém, face à realidade portuguesa, antes de legislar sobre esta matéria há um longo caminho a percorrer.

Na Finlândia, por exemplo, os animais podem acompanhar os seus donos na grande maioria dos estabelecimentos comerciais, mas quando saímos à rua, e passeamos nas avenidas e jardins, não nos deparamos com dejetos e afins.

Os números relativamente ao abandono de animais e consequentes acidentes de viação e disseminação de doenças também são diminutos.

A nossa prioridade foi a de legislar para que os proprietários dos estabelecimentos comerciais possam vir a ser, verdadeiramente, apelidados de amigos dos animais, alargando, assim, os seus direitos.

Já que a tónica incide nos direitos dos animais, por que não legislar, de forma exigente, em relação aos maus-tratos e utilização dos animais para fins de entretenimento?

Numa altura em que se realizam referendos, relativamente à existência do espetáculo tauromáquico no programa da queima das fitas, a Universidade de Coimbra deu o pontapé de saída votando, notoriamente, contra as garraiadas.

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