Opinião

Depressão: vamos falar!

29 abr 2017 00:00
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Patrícia António, psicóloga

Comemorou-se a 7 de Abril o Dia Mundial da Saúde, uma iniciativa anual da Organização Mundial de Saúde (OMS) e que representa uma oportunidade única para mobilizar uma acção conjunta em todo mundo à volta de um tema específico em saúde.

Este ano o tema foi a depressão numa mensagem em discurso directo, de carácter muito relacional: “Depressão: vamos falar!” (http://www.who.int/campaigns/world-healthday/ 2017 ).

No centro desta campanha está a importância de quebrar o ciclo estigmatizante face à doença mental e pedir ajuda. Expressar e falar das nossas emoções a alguém que confiamos muito ou a um profissional de saúde, ajuda.

Ajuda muito. É o primeiro passo em todo o processo de recuperação. Permite ir ao encontro de outras opções para lidar com o que se sente por dentro.

Permite dividir um peso chamado estigma que se carrega às costas, numa espécie de colete de forças que estrangula por dentro e não deixa respirar.

E é assim que muitos vivem com a depressão: isolados e impossibilitados de existir e de pedir ajuda. A depressão é uma das doenças mentais mais frequentes no mundo e que afecta, segundo dados da OMS, mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades e de todas as esferas da vida.

No entanto, também é importante saber que é uma doença que pode ser prevenida e tratada. Todos nós, em algum momento das nossas vidas, já experienciámos abatimento, tristeza, ansiedade ou desesperança em reacção a um acontecimento de vida mais difícil.

No entanto, quando a tristeza e o desânimo persistem no tempo, dando origem a impedimentos no desenrolar da vida de todos os dias, como manter o trabalho, ir à escola ou realizar outras tarefas da vida diária, pode estar em curso uma depressão clínica.

O principal sintoma é o abatimento, a falta de energia e entusiasmo.

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*Psicóloga clínica e psicoterapeuta