Opinião

Cidade contra cidadãos?

28 ago 2017 00:00

Meu Caro Zé,

Como estamos na silly season, creio que devo entrar na onda para fazer jus à season e, por isso, vou contar-te uma história. Numa certa cidade, presidida por alguém que não foi eleito nessa qualidade porque o que foi está em mais alto posto, como, aliás, no devido tempo avisou que os que nele votaram o fizeram a pensar para ele mais altos voos, vive-se um ambiente simultaneamente eufórico e de pesadelo.

É, meu caro Zé, um real “oximoro” que resulta da contraposição de “cidade” (euforia) e cidadão (pesadelo). A cidade está cada vez mais atraente, bonita, cheia de obras sem qualquer planeamento prévio, é certo, mas o resultado final é “lindo” (os fins justificam os meios, não é?).

Entretanto o cidadão é invadido, junto da sua casa, por obras e mais obras que, frequentemente, nem o deixam sair de casa, para além de o acordarem às 8 da manhã com marteladas pneumáticas, porque os polícias ditos de trânsito (pelo menos é o que têm escrito nos coletes), estão-se nas tintas para o trânsito e a prioridade vai para a obra, ou seja, temos nessa cidade uma nova figura: o polícia da obra.

Depois de umas altercações com os polícias das obras, a arrepelar os cabelos (mesmo os carecas como eu) porque se levantaram para cumprir horários, mas os polícias das obras não deixam, lá conseguem arrancar para tomar o caminho normal! Isso é que era bom!

De súbito, por causa de outra obra, de um festival ou outra coisa qualquer, lá aparece uma placa ou um polícia (de trânsito ou de não trânsito?) a dizer desvio, ou só mesmo a mão do polícia a mandar andar para outro lado.

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