Opinião

Caminhos, encontros e encruzilhadas

12 abr 2018 00:00

O mato está limpo, as árvores podadas, as construções caiadas, as praças tratadas e sombreadas com suas árvores, as chacras com água, as hortas e os pomares irrigados.

A civilização em que estamos é tão errada que
Nela o pensamento se desligou da mão

Ulisses rei da Ítaca carpinteirou seu barco
E gabava-se também de saber conduzir
Num campo a direito o sulco do arado

O Rei da Ítaca,
Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Sábado de aleluia por caminhos de Alcácer, ao longo do Sado e seus afluentes, manto amarelo no prado , carvalhos, azinheiras, sobreiros e oliveiras pontuam a paisagem , casas brancas caiadas ornadas a azul e amarelo e um dia de sol de primavera.

Caminhos hídricos, pedonais, animais, viários, hertzianos fluem, encontram-se, seguem. É paisagem construída com tempo, inclusiva, articulada entre os elementos existentes e os artefactos.

O propósito do dia é os Cromeleques e Menires e claro que os caminhos importam! O Cromeleque e o Menir de Almendres localizam-se com precisão em lugar que cruza a sua permanência com o caminho do sol no Solstício de Verão. Extraordinária obra humana!

O João ficou surpreso de haver tanto verde em Portugal. Aqui o espaço organiza-se entre os elementos pré-existentes e estruturantes, caminhos de água, planícies, montes, vegetação e acção humana, as casas, as igrejas , praças, plataformas, antas, menires ,ruas, pontes, aquedutos, barragens, chacra.

O mato está limpo, as árvores podadas, as construções caiadas, as praças tratadas e sombreadas com suas árvores, as chacras com água, as hortas e os pomares irrigados.

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